Caminho para 2030: China deve ampliar participação no comércio mundial
O banco Morgan Stanley estima que a participação da China nas exportações globais deve subir de 15% para 16,5% até 2030, impulsionada por setores de maior tecnologia. O economista Chetan Ahya afirma que, mesmo com protecionismo em países do G20, a China deve ganhar espaço devido à força de seus setores industriais.
Essa expansão ocorre enquanto empresas chinesas montam novos polos de produção em países com tarifas mais baixas, facilitando o acesso a mercados externos.
Demanda interna fraca continua sendo um ponto de preocupação
Apesar do bom desempenho do comércio exterior, a demanda doméstica da China segue fraca, principalmente pela crise prolongada no setor imobiliário. Isso aparece na queda das importações de cobre bruto, material essencial para a construção civil.
Alguns setores, porém, mostram sinais de recuperação. As exportações de terras raras subiram 26,5% em novembro, primeiro mês completo após o acordo entre Xi e Trump. As importações de soja também avançaram e podem fechar 2025 no maior nível da história, com compras de produtores dos EUA e da América Latina.


