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Dias Toffoli autoriza novas apurações da Polícia Federal em investigação sobre o Banco Master

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O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou ontem, 15 de dezembro, novas ações na investigação que envolve o Banco Master e o banqueiro Daniel Vorcaro, um dos sócios da instituição.

Essas novas ações são chamadas de diligências, termo usado para se referir a tudo o que a Polícia Federal (PF) faz para investigar um fato. Isso inclui ouvir pessoas, analisar documentos e buscar dados que possam confirmar ou esclarecer suspeitas.

Dias Toffoli autoriza investigação da PF sobre Banco Master
Segundo Toffoli, essas medidas são necessárias tanto para o sucesso da investigação quanto para proteger o sistema financeiro | Foto: Reprodução / Wikimedia

Polícia Federal terá 30 dias para ouvir investigados

Na decisão, Toffoli estabeleceu um prazo de 30 dias para que a Polícia Federal ouça os investigados no caso e também representantes do Banco Central do Brasil, órgão que fiscaliza os bancos e acompanha se eles seguem as regras do sistema financeiro.

Ouvir dirigentes do Banco Central (BC) é importante para entender como o Banco Master funcionava, se houve falhas na fiscalização e se o problema pode ter atingido outras instituições financeiras. Essas informações ajudam a esclarecer se o caso ficou restrito a um banco ou se teve impacto maior.

Além dos depoimentos, a Polícia Federal poderá pedir documentos e informações a outros órgãos públicos. O ministro também autorizou a possibilidade de novos pedidos de quebra de sigilo, quando a Justiça permite o acesso a dados normalmente protegidos por lei, como registros telefônicos, mensagens digitais e informações fiscais. Esse tipo de medida só pode ser usado quando há necessidade clara para a investigação.

Caso passa a ser analisado pelo Supremo

No início do mês, Toffoli decidiu que a investigação sobre o Banco Master passaria a tramitar no STF, e não mais na Justiça Federal de Brasília, já que, durante a apuração, houve a citação de um deputado federal, que têm foro privilegiado, uma regra que determina que autoridades só podem ser investigadas e julgadas por tribunais superiores, como o Supremo.

O caso corre sob sigilo, para que detalhes sensíveis da investigação não sejam divulgados ao público neste momento, para não atrapalhar as apurações.

Investigação apura suspeita de fraudes bilionárias

A apuração ganhou força em novembro, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Compliance Zero. O objetivo da operação é investigar suspeitas de concessão de créditos falsos pelo Banco Master. Na prática, isso significa a liberação de empréstimos que não existiam de verdade ou que foram registrados de forma irregular.

Banco Master pode passar por novas apurações da Polícia Federal
Segundo os investigadores, essas práticas teriam sido usadas durante a tentativa de compra do Banco Master pelo Banco Regional de Brasília (BRB), uma instituição financeira pública ligada ao governo do Distrito Federal | Foto: Reprodução / Divulgação / Banco Master

As suspeitas indicam que o valor das fraudes pode chegar a R$ 17 bilhões, montante considerado alto e capaz de gerar impactos no sistema bancário, com risco de atingir clientes, investidores e até outros bancos.

Além de Daniel Vorcaro, também são investigados ex-diretores do Banco Master e um ex-sócio da instituição. Após a prisão, os advogados de Vorcaro afirmaram que ele não tentou deixar o país e que sempre esteve disponível para colaborar com as investigações.

BRB anuncia auditoria e apuração interna

Em resposta ao caso, o Banco Regional de Brasília informou que vai contratar uma auditoria externa, que fará uma análise para verificar documentos, contratos e operações para identificar possíveis irregularidades.

O BRB também informou que vai apurar falhas de governança e de controles internos. Na decisão mais recente, Toffoli destacou que as novas diligências precisam ser realizadas com rapidez para esclarecer os fatos e evitar danos maiores.

Com isso, a investigação entra em uma fase decisiva, em que depoimentos e documentos devem ajudar a entender como o esquema funcionava e quem pode ter sido beneficiado. O caso segue sob análise do Supremo Tribunal Federal, enquanto a Polícia Federal avança com as investigações dentro do prazo estabelecido.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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