PIB per capita mostra desigualdade entre cidades
O estudo do IBGE também analisa o PIB per capita, que indica quanto de riqueza é produzida por habitante em cada município. Esse indicador ajuda a mostrar as desigualdades econômicas entre as cidades.
As seis cidades com maior PIB per capita do país estão ligadas à extração e ao refino de petróleo. Segundo o IBGE, mesmo em um cenário internacional desfavorável para essa commodity, novos campos começaram a operar em 2023, beneficiando alguns municípios específicos.
O maior PIB per capita do Brasil em 2023 foi registrado em Saquarema (RJ), com R$ 722,4 mil por habitante. Entre as capitais, o destaque foi Brasília (DF), com R$ 129,8 mil por pessoa, valor 2,41 vezes maior que a média nacional, que ficou em R$ 53,9 mil.
Municípios mais pobres seguem no Nordeste
Na outra ponta do ranking, os dados mostram cidades com baixíssimo PIB per capita. O município com o menor valor do país foi Manari (PE), com R$ 7.201,70 por habitante.
Entre os cinco piores resultados, quatro estão no estado do Maranhão:
- Nina Rodrigues, com R$ 7.701,32;
- Matões do Norte, com R$ 7.722,89;
- Cajapió, com R$ 8.079,74;
- São João Batista, com R$ 8.246,12.
Esses números mostram uma diferença muito grande em relação às cidades mais ricas, evidenciando o desafio de reduzir as desigualdades regionais no país.
Concentração econômica segue como desafio
Os dados do IBGE deixam claro que a economia brasileira continua concentrada em poucas cidades, principalmente grandes centros urbanos e regiões com forte presença do setor de serviços ou da indústria do petróleo.
Para especialistas, o levantamento reforça a importância de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento econômico em municípios menores, ampliem a geração de empregos e ajudem a distribuir melhor a riqueza produzida no Brasil.


