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IBGE 2024: pobreza e extrema pobreza caem, mas desigualdade racial persiste

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Recuperação econômica e papel dos programas sociais

Especialistas apontam que a redução dos índices de pobreza e miséria não decorre de um único fator, mas de uma combinação: o aquecimento do mercado de trabalho aliado à manutenção de programas de transferência de renda reassume papel decisivo. Nesse contexto, a melhora do emprego e da renda dominical per capita ajudou a garantir os melhores números desde 1995.

De acordo com nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), entre 2021 e 2024 houve um crescimento real da renda domiciliar per capita de cerca de 25%, e simultaneamente a desigualdade medida pelo índice de Gini caiu.

Apesar dos avanços, o estudo do IBGE revela que a pobreza ainda recai mais fortemente sobre trabalhadores informais, autônomos e gente do campo. Em 2024 a pobreza atingiu com mais intensidade quem trabalha na agropecuária ou em serviços domésticos.

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Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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