Desigualdade racial persiste na distribuição de renda e pobreza
Mesmo com a redução dos índices gerais, a desigualdade racial permanece evidente. Entre pessoas pretas, 25,8% viviam na pobreza em 2024; entre pardas, 29,8%. Já a parcela da população branca na pobreza era de 15,1%.
Esse desequilíbrio também se reflete nos rendimentos. A renda média da população branca era 65,9% maior que a da população preta e parda, segundo o IBGE.
Para alguns grupos, como idosos, a previdência social garantiu alívio: sem benefícios, a extrema pobreza entre pessoas com 60 anos ou mais teria subido de 1,9% para 35,2% e a pobreza de 8,3% para 52,2%.
Esses dados mostram que, embora a pobreza caia no geral, as desigualdades estruturais — especialmente de raça e tipo de ocupação — continuam definindo quem sai da pobreza e quem permanece vulnerável.


