Mero e Atapu garantem R$ 8,8 bilhões; Tupi frustra arrecadação
No Campo de Mero, a Petrobras e a Shell já eram sócias e decidiram comprar mais uma parte do governo. Elas pagaram R$ 7,79 bilhões por 3,5% da área. O valor superou o mínimo exigido, que era de R$ 7,65 bilhões. Mero é um dos campos mais importantes do pré-sal e tem grande volume de produção, o que explica o interesse das empresas.
No campo de Atapu, também no pré-sal, as duas empresas arremataram 0,95% da participação da União. O valor pago foi de aproximadamente R$ 1 bilhão, acima do piso definido pelo governo, que era de R$ 863,32 milhões. Assim como Mero, Atapu também está em operação e é considerado estratégico pela Petrobras.
A área de Tupi, porém, não recebeu propostas. A fatia ofertada era de 0,833% da jazida compartilhada e tinha um preço mínimo de R$ 1,69 bilhão. Como não houve lances, a arrecadação final ficou R$ 1,4 bilhão abaixo da expectativa do governo. Segundo técnicos do setor, esse resultado reduz o valor imediato recebido pela União, mas não impede que novas ofertas aconteçam no futuro.
O leilão também prevê pagamentos extras. Eles ocorrerão se o preço médio anual do petróleo Brent ultrapassar US$ 55 por barril (cerca de R$ 292), ou caso haja redeterminações das participações nas áreas, o que pode aumentar a parte que as empresas controlam e o valor a ser pago.


