Guerra comercial volta ao centro do debate
O cenário externo, porém, traz novos riscos. O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos reacendeu a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Apesar de uma trégua provisória firmada no fim de outubro, as tarifas elevadas continuam sendo uma ameaça ao comércio internacional.
Dados oficiais mostram que as exportações chinesas para os Estados Unidos caíram 20% em 2025. Ainda assim, o impacto foi parcialmente neutralizado pelo aumento das vendas para outros mercados. Economistas alertam, porém, que esse caminho pode se tornar mais difícil caso outros países sigam o mesmo movimento e elevem tarifas para proteger suas indústrias locais.
Perspectivas para 2026 são mais cautelosas
As projeções para 2026 indicam um crescimento ainda mais lento. O Deutsche Bank, um dos maiores bancos da Alemanha e uma das principais instituições financeiras do mundo, estima que a economia chinesa deve avançar cerca de 4,5%, enquanto alguns grupos independentes, como a empresa americana de pesquisa econômica Rhodium Group, avaliam que o crescimento real de 2025 pode ter sido menor do que os 5% divulgados oficialmente, ficando entre 2,5% e 3%.
Mesmo com uma expansão mais modesta, especialistas afirmam que a China deve conseguir manter a estabilidade econômica e social. No entanto, para atingir metas de longo prazo — como elevar o PIB per capita para cerca de US$ 20 mil (aproximadamente R$ 108 mil) até 2035 — o país precisará sustentar um crescimento anual entre 4% e 5%.
O resultado de 2025 deixa claro que a economia chinesa segue crescendo, mas enfrenta limites estruturais importantes. A dependência das exportações, o consumo interno enfraquecido e as tensões comerciais globais serão fatores decisivos para o desempenho do país nos próximos anos.


