No último sábado, 28 de fevereiro, o cenário internacional entrou em colapso após os ataques entre os países. O Oriente Médio entrou em uma fase crítica após os Estados Unidos e Israel atacarem uma ofensiva militar direta contra o Irã. A ação foi chamada pelo Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos localizado na Virgínia, de Operação Fúria Épica, e teve como foco atingir figuras do alto escalão da liderança iraniana.
O governo israelense confirmou que o Líder Supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e o presidente Masoud Pezeshkian eram alvos da operação. No entanto, informações indicam que Khamenei não estava em Teerã no momento das explosões, tendo sido transferido para um local seguro antes do início dos bombardeios.
Segundo a Agência Brasil, fontes ligadas ao governo iraniano relatam que diversos comandantes da Guarda Revolucionária e políticos foram mortos nos ataques, porém, a informação não foi confirmada.
Leia também: Dólar finaliza fevereiro em queda e abre debate sobre retorno de negociação a R$ 5

A resposta do Irã e o pânico na região
A reação de Teerã foi imediata, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou o lançamento de mísseis e drones contra Israel, afirmando que a retaliação continuará até a derrota do inimigo. O grupo também alertou que todas as bases e interesses americanos na região estão agora “ao alcance” do poderio militar iraniano.
Com os bombardeiros, diferentes locais sentiram os impactos. Nos Emirados Árabes Unidos, fortes explosões e estrondos foram sentidos e ouvidos em Abu Dhabi e Dubai, chegando a fazer janelas vibrarem em áreas residenciais. Em Bahrein, um centro de serviços da Quinta Frota dos EUA também foi alvo de mísseis, o que gerou uma densa cortina de fumaça na costa do país. Diversas companhias aéreas foram afetadas e precisaram cancelar os voos em todo o Oriente Médio, por questões de segurança.
Em todo o local, o clima é de tensão, muitos civis formam longas filas em postos de gasolina e bancos, para sacar dinheiro e estocar combustível. Além disso, a população tem receio de um possível corte da internet, o que interromperia a comunicação com o resto do mundo.
Explicação de Trump para o ataque
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, justificou a operação “massiva” como uma medida para impedir que o Irã obtenha armas nucleares. Trump citou o histórico de hostilidades entre os países desde 1979 e pediu que a população iraniana “tome o poder” após o fim das operações. No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, classificou o ataque como preventivo para eliminar ameaças e derrubar o que chamou de “jugo da tirania” do regime iraniano.
Como a população é impactada?
Para os residentes das regiões, o impacto envolve medo e preocupação, pois alguns pontos aumentam o peso da situação. O ataque ocorreu durante o Ramadã, mês sagrado de jejum para os muçulmanos, o que aumenta o peso emocional do conflito. A rotina foi totalmente alterada: escolas e locais de trabalho foram fechados e o espaço aéreo civil foi proibido.
Para o brasileiro e o resto do mundo, a preocupação gira em torno da estabilidade global. O Irã é um importante player geopolítico e o agravamento dessa guerra pode afetar desde o preço dos combustíveis até a segurança de voos internacionais. O cenário atual indica que a campanha militar deve durar vários dias, mantendo o mundo em alerta máximo.