A decisão do governo federal, por meio da Câmara de Comércio Exterior (Camex), de aprovar uma nova rodada de cotas de importação com alíquota zero para veículos elétricos e híbridos desmontados reacendeu a disputa no setor automotivo. A medida abre uma janela de seis meses com um limite de US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões) para a importação nos regimes CKD (desmontados) e SKD (semidesmontados).
O objetivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) é garantir a transição e a continuidade dos investimentos anunciados por empresas que estão iniciando operações produtivas em território nacional.
Contudo, a reação da indústria nacional foi imediata e agressiva. Em nota oficial, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) classificou a renovação como uma medida contrária aos interesses dos trabalhadores, das montadoras instaladas no país e da cadeia nacional de autopeças.



