A resposta mais honesta, neste momento, é que ninguém sabe ao certo. O que existe hoje é um cessar-fogo cercado de cautela e expectativas. As negociações previstas em Genebra representam um passo importante, mas ainda dependem da formalização de um “Memorando de entendimento”, interino, que estabelece compromissos, etapas e condicionantes para ambos os lados. O sucesso desse processo dependerá de fatores políticos, militares e diplomáticos que continuam em aberto. Basta uma ruptura relevante para que as tensões voltem a escalar.

Quem viveu os últimos meses no Oriente Médio acompanhou uma rotina marcada por alertas de segurança, fechamento de espaços aéreos e a expectativa permanente de novas retaliações. Mais do que os impactos econômicos, ficou evidente o custo humano da instabilidade: famílias em alerta, viagens interrompidas, incerteza e desgaste emocional.
Ainda assim, uma coisa já pode ser afirmada: independentemente do resultado dessas negociações, o conflito já deixou marcas profundas na economia global — e também no bolso dos brasileiros.


