Caminhoneiros defendem mudanças, enquanto indústria prevê alta de custos
O relatório aprovado pela Câmara foi elaborado pelo deputado federal Zé Trovão (PL-SC). Além de manter o endurecimento das punições para quem não cumprir a tabela do frete, o texto inclui novas propostas voltadas à categoria. Entre elas está a criação de um piso salarial de R$ 5 mil para motoristas contratados com carteira assinada (CLT). O relatório também prevê anistia para multas aplicadas a caminhoneiros que participaram de protestos após as eleições presidenciais de 2022.
A votação mobilizou dezenas de profissionais do transporte, que viajaram até Brasília para acompanhar a análise da proposta. Alguns participaram de reuniões com parlamentares para defender a aprovação do texto.
Enquanto os caminhoneiros afirmam que as mudanças ajudam a garantir renda suficiente para cobrir os custos da atividade, representantes da indústria e do agronegócio avaliam que as novas regras podem tornar o transporte mais caro.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que 94% das empresas consultadas acreditam que a medida terá efeitos negativos sobre os custos do frete. Segundo a entidade, as despesas com transporte podem aumentar pelo menos 16%. Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirma que o texto amplia a participação do governo nas negociações entre empresas e transportadores. Na avaliação da entidade, isso pode gerar insegurança jurídica e elevar os gastos das empresas.


