Motoristas que utilizam o Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI), principal ligação entre a capital paulista e a Baixada Santista, vão pagar mais caro para viajar a partir de 1º de julho. A tarifa das rodovias Anchieta (SP-150) e Imigrantes (SP-160) será reajustada em 4,91%, passando de R$ 38,70 para R$ 40,60.
Com o aumento homologado pela Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), as duas rodovias permanecem com o pedágio mais caro do Brasil em 2026.

Viagem ao litoral ficará mais cara
O reajuste representa um acréscimo de R$ 1,90 por passagem nas praças da Anchieta e da Imigrantes. Para quem utiliza as estradas com frequência, especialmente trabalhadores, moradores da Baixada Santista e turistas que viajam regularmente entre o litoral e a capital, o aumento pode gerar um impacto significativo ao longo do mês.
Além das duas principais rodovias do sistema, outras tarifas administradas pela Ecovias Imigrantes também serão reajustadas.
Confira os novos valores:
Rodovia dos Imigrantes (km 32)
Atual: R$ 38,70
Novo valor: R$ 40,60
Aumento: R$ 1,90
Via Anchieta (km 31)
Atual: R$ 38,70
Novo valor: R$ 40,60
Aumento: R$ 1,90
Rodovia Cônego Domênico Rangoni (km 250)
Atual: R$ 18,30
Novo valor: R$ 19,20
Aumento: R$ 0,90
Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (km 280)
Atual: R$ 10,90
Novo valor: R$ 11,40
Aumento: R$ 0,50
Anchieta e Imigrantes seguem liderando ranking nacional
Mesmo antes do reajuste, as duas rodovias já ocupavam o topo da lista dos pedágios mais caros do país. Com a atualização, a tarifa de R$ 40,60 continua acima de outras importantes concessões rodoviárias brasileiras.
Para efeito de comparação, a praça de pedágio de Cujubim, em Rondônia, cobra R$ 37, enquanto a de Pimenta Bueno, também na BR-364, tem tarifa de R$ 35,40. Já a Rodovia dos Lagos, no Rio de Janeiro, possui cobrança de R$ 30,60. O acesso ao litoral paulista continua entre os trechos rodoviários com maior custo para os motoristas brasileiros.
Free flow vai mudar a forma de cobrança
Além do reajuste, o dia 1º de julho marcará outra mudança importante para quem utiliza o Sistema Anchieta-Imigrantes. O modelo tradicional de pedágio começará a ser substituído pelo sistema free flow, conhecido como pedágio eletrônico sem cancelas.
A tecnologia utiliza pórticos equipados com câmeras e sensores capazes de identificar automaticamente as placas dos veículos ou as TAGs instaladas nos automóveis. Com isso, os motoristas não precisarão mais parar ou reduzir a velocidade para efetuar o pagamento.
A principal mudança prática será na forma como a tarifa será cobrada. Atualmente, quem utiliza o Sistema Anchieta-Imigrantes paga o valor integral apenas na descida da serra. Com a implantação do novo modelo, o valor será dividido entre os dois sentidos da viagem.
Após o reajuste, a tarifa de referência passará a ser de R$ 20,30 na subida e R$ 20,30 na descida. O custo total para quem fizer o trajeto completo continuará o mesmo. A diferença é que a cobrança será distribuída entre os dois sentidos da viagem.
O que muda para o motorista?
A expectativa é que o novo sistema reduza filas e melhore o fluxo de veículos, principalmente em períodos de grande movimento, como feriados prolongados, férias escolares e datas comemorativas.
Outro objetivo é aumentar a fluidez do trânsito na chegada ao litoral e no retorno para a capital, eliminando os pontos de retenção provocados pelas praças físicas de pedágio.
Por outro lado, os motoristas precisarão ficar atentos ao novo modelo de pagamento. Quem não possui TAG terá a cobrança realizada por meio da leitura da placa do veículo e deverá seguir as orientações da concessionária para quitar a tarifa dentro do prazo estabelecido.
Mudança pode tirar o sistema do topo do ranking
Embora o valor total da viagem continue em R$ 40,60, a divisão da cobrança em dois trechos de R$ 20,30 pode alterar a forma como o Sistema Anchieta-Imigrantes aparece nos rankings nacionais de pedágio.
Hoje, Anchieta e Imigrantes ocupam a liderança entre as tarifas mais altas do país. Com o free flow e a cobrança fracionada, o sistema poderá deixar de figurar isoladamente como o pedágio mais caro do Brasil, ainda que o custo total da viagem permaneça o mesmo para quem percorre todo o trajeto.
A mudança marca uma nova etapa na modernização das rodovias paulistas, mas também chega acompanhada de um reajuste que aumenta o custo de deslocamento para milhões de motoristas que utilizam o principal corredor entre a Região Metropolitana de São Paulo e o litoral.


