Quem costuma pegar estrada rumo ao litoral paulista vai perceber uma mudança importante a partir de julho. As rodovias Anchieta e Imigrantes, principais ligações entre a Grande São Paulo e a Baixada Santista, vão substituir as praças tradicionais de pedágio pelo sistema free flow, modelo eletrônico que dispensa a parada dos veículos.
A mudança altera a forma de pagamento, mas não aumenta o valor total cobrado. A tarifa atual de R$ 38,70, que hoje é paga apenas na descida para o litoral, passará a ser dividida: R$ 19,35 na ida e R$ 19,35 na volta.
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O que é o pedágio free flow e como ele funciona?
O free flow é um sistema de pedágio eletrônico em que o motorista não precisa parar em cabines. Câmeras e sensores instalados em pórticos identificam o veículo automaticamente, por meio de tag eletrônica ou da placa.
Na prática, isso significa menos filas, menos tempo parado e mais fluidez no trânsito, especialmente em feriados prolongados, quando o congestionamento costuma começar antes mesmo das praças de pedágio. No estado de São Paulo, o modelo foi batizado pelo governo de Siga Fácil.
Onde os pórticos serão instalados?
De acordo com a Agência de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), a modernização do Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI) começa neste sábado, 7 de fevereiro, com a instalação do primeiro pórtico eletrônico no km 33 da Via Anchieta. A estrutura ficará inicialmente inativa.

A atual praça de pedágio, localizada no km 31, será substituída pelo sistema eletrônico. Na Rodovia dos Imigrantes, o pórtico será instalado no km 29, em substituição à praça do km 32.
Neste primeiro momento, as estruturas serão apenas posicionadas, sem cobrança imediata. O pagamento seguirá sendo feito nas praças físicas até o início oficial da operação, previsto para julho.
Motociclistas continuam isentos
Uma dúvida comum entre quem usa o sistema com frequência é sobre a cobrança para motos. Segundo a concessionária Ecovias Imigrantes, motociclistas seguem isentos de pagamento, mesmo com a implantação do pedágio eletrônico.
Além disso, a mudança vale apenas para as praças instaladas no eixo principal das rodovias. Os pedágios de contenção nos acessos a cidades da Grande São Paulo continuarão funcionando normalmente.
Impacto no bolso e no trânsito
Para o motorista, o principal impacto será na organização do gasto. Antes, o valor total era pago apenas na ida ao litoral. Agora, a despesa será dividida entre ida e volta, o que pode facilitar o planejamento, mas exige atenção para não esquecer a cobrança no retorno.
Do ponto de vista do trânsito, a expectativa é reduzir as longas filas que se formam nas praças, especialmente em datas como Natal, Réveillon e feriados prolongados.
Hoje, o Sistema Anchieta-Imigrantes recebe entre 300 mil e 600 mil veículos por dia, número que cresce significativamente nos fins de semana. Durante a alta temporada de verão, entre 15 de dezembro e 22 de fevereiro, a previsão é de circulação de 4,6 milhões de veículos.
Operação Comboio vai passar por adaptação
A mudança no pedágio também afeta a Operação Comboio, procedimento de segurança usado em dias de neblina intensa na Serra do Mar. Atualmente, as praças de pedágio ajudam a organizar os veículos em grupos, que seguem escoltados por viaturas em baixa velocidade.
Segundo a Ecovias, as estruturas físicas das praças serão mantidas temporariamente para garantir a segurança durante esse tipo de operação. A concessionária estuda uma solução com sensores e inteligência artificial que permita controlar o tráfego sem necessidade de parada, projeto que ainda está em análise pela Artesp.
O que muda no dia a dia de quem pega a estrada?
Para quem trabalha no litoral, visita familiares ou faz viagens frequentes entre a capital e a Baixada Santista, o novo modelo promete menos tempo parado e mais previsibilidade na viagem.
Por outro lado, é importante que o motorista fique atento à forma de pagamento do free flow, evitando multas por falta de quitação. Informações detalhadas sobre prazos e meios de pagamento devem ser divulgadas mais perto do início da operação.


