Desemprego e pobreza caem, mas mulheres negras seguem com menor renda
A taxa de desemprego caiu de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025. Entre as mulheres, passou de 8,1% para 6,9%. Apesar da melhora, a diferença entre os grupos continua grande. Em 2025, o desemprego atingia 8,5% das mulheres negras, enquanto entre os homens não negros a taxa era de 3,8%.
A renda também cresceu, mas em ritmos diferentes. O rendimento médio real de todas as fontes chegou a R$ 3.376 em 2025, alta de 5,3% em relação ao ano anterior.
Entre as mulheres negras, porém, o aumento foi de 3,7%. A renda dos homens negros cresceu 4,1%, a das mulheres não negras, 4,8%, e a dos homens não negros, 6,9%. As mulheres negras continuaram com o menor rendimento médio do país, de R$ 2.184. O valor correspondia a 42% da renda média dos homens não negros.
Considerando todas as mulheres, o rendimento médio equivalia a 72% do recebido pelos homens, mesma proporção registrada em 2022.
A parcela da população com renda domiciliar por pessoa de até meio salário mínimo também diminuiu, passando de 25,4% em 2024 para 24,7% em 2025. Em números absolutos, eram 52,4 milhões de pessoas nessa faixa de renda, contra 53,8 milhões no ano anterior.
A desigualdade aparece com mais força quando os dados são separados por raça. Em 2025, 33,1% das mulheres negras e 29,4% dos homens negros tinham renda de até meio salário mínimo por pessoa. Entre as mulheres não negras, eram 16,5%, e entre os homens não negros, 15,3%.
Dos 52,4 milhões de brasileiros nessa faixa de renda, 37,4 milhões eram negros, incluindo aproximadamente 20 milhões de mulheres.


