Mais pessoas vivem em áreas de risco
O principal retrocesso apontado pelo relatório foi o aumento da população exposta a áreas com risco de deslizamentos e outras tragédias climáticas. Em 2025, 4,36 milhões de pessoas viviam nessas condições. Em 2026, o número chegou a 4,67 milhões, alta de 7%.
Também houve aumento da quantidade de áreas consideradas de risco. Atualmente, o país tem 17 mil áreas desse tipo, a maioria ocupada por pessoas em situação de vulnerabilidade.
Outro indicador que piorou foi a mortalidade materna. Depois de cair no período pós-pandemia, o número de mortes passou de 52,2 a cada 100 mil nascidos vivos em 2023 para 55,5 em 2024. Roraima teve o cenário mais grave, com 132,3 mortes a cada 100 mil nascidos vivos.
Entre os indicadores que permaneceram estáveis estão a escolarização no ensino fundamental, a taxa de feminicídio, o acesso à internet e a progressividade da tributação de renda. Os pesquisadores apontam a necessidade de políticas públicas mais consistentes para que essas áreas apresentem mudanças importantes.


