Depois que o eleitor aperta o botão Confirma na urna eletrônica, o voto ainda passa por várias etapas até chegar aos resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O processo envolve a preparação da urna, o encerramento da votação, a impressão do Boletim de Urna (BU), a transmissão dos dados e uma série de verificações de segurança.

Antes da votação, a urna precisa começar do zero
A preparação da seção eleitoral começa antes das 8h. Depois das 7h30, a urna eletrônica é ligada na presença dos mesários e dos fiscais dos partidos políticos.
Nesse momento, é emitida a zerésima, um relatório que identifica aquela urna e mostra que todos os candidatos registrados começam a votação com zero voto. O documento funciona como uma espécie de registro inicial da urna antes que qualquer eleitor vote.
A partir das 8h, começa a votação. O mesário recebe o documento de identificação do eleitor, digita o número do título no terminal da mesa e confere o nome apresentado na tela. Depois dessa identificação, o eleitor é autorizado a votar.
O que acontece quando a votação termina?
Às 17h, pelo horário de Brasília, começa o encerramento da votação e as pessoas que estiverem aguardando nesse horário são identificadas pelos mesários e recebem uma senha, distribuída começando pela última pessoa da fila. Depois das 17h, somente quem recebeu essa senha pode continuar votando. A votação segue até que a última pessoa identificada exerça seu direito.
Com a votação concluída, a presidência da mesa receptora finaliza a Ata da Mesa Receptora, documento que registra as principais ocorrências do dia. Entre as informações estão eventuais substituições de integrantes da mesa, interrupções dos trabalhos, protestos, impugnações e outras situações relevantes.
A ata também registra as duas últimas pessoas que votaram e acompanharam o encerramento, além dos fiscais que estiveram presentes durante os trabalhos.
Boletim de Urna mostra o resultado daquela seção
Depois do encerramento, são impressas cinco vias obrigatórias do Boletim de Urna (BU) o documento que registra os votos daquela seção eleitoral e é um dos principais instrumentos para acompanhar e fiscalizar o resultado da votação.
Uma das novidades das Eleições 2026 é que as duas últimas pessoas da fila são convidadas a permanecer na seção para acompanhar os procedimentos de encerramento. Elas também recebem uma cópia impressa do Boletim de Urna.
Além da impressão do documento, os dados armazenados nos cartões de memória da urna são gravados de forma criptografada em uma mídia de resultado, que pode ser um pendrive. Esse dispositivo é encaminhado ao local responsável pela transmissão das informações ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Como o resultado é conferido antes da totalização?
Quando os dados chegam ao servidor central para a totalização dos votos, a primeira etapa é a verificação da assinatura digital, que permite confirmar que o resultado foi gerado pela urna eletrônica preparada para aquela determinada seção. Com isso, são verificadas a autenticidade e a integridade das informações recebidas.
Depois, o Boletim de Urna é decifrado e passa por outras verificações de consistência. Um exemplo é a conferência entre a quantidade de votos registrada e o número de eleitores que compareceram à seção.
Se for identificada alguma inconsistência ou se a assinatura digital não for válida, o Boletim de Urna é automaticamente descartado. Esse processo acontece antes da totalização dos votos, etapa que reúne os resultados das diferentes seções eleitorais para a divulgação da apuração.
Quem pode acompanhar o encerramento?
O processo não acontece sem fiscalização. Fiscais de partidos políticos, federações e coligações podem acompanhar as etapas relacionadas à votação e também a remessa dos materiais para a junta eleitoral.
A fiscalização pode começar ainda na emissão da zerésima e continuar até a impressão do Boletim de Urna e o envio dos dados.
Todas essas etapas estão previstas na Resolução TSE nº 23.751/2026, que estabelece as regras para o encerramento da votação nas Eleições Gerais de 2026.


