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Lula é reeleito após virada inédita e chega ao quarto mandato

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente do Brasil neste domingo, 25 de outubro, com 51,79% dos votos. Após uma disputa acirrada com Flávio Bolsonaro (PL), o resultado marca uma virada inédita nas eleições presidenciais desde a redemocratização: Lula terminou o primeiro turno em segundo lugar e conseguiu reverter a diferença na votação decisiva. Com a vitória, ele chegará ao quarto mandato na Presidência da República, somando os dois governos entre 2003 e 2010, o atual, iniciado em 2023, e o novo período, que começa em 2027.

A eleição foi marcada por uma disputa apertada, com diferença pequena entre os dois candidatos mais votados no primeiro turno, mobilizações nas ruas e uma campanha que apostou fortemente nas redes sociais. No dia da votação, problemas no transporte público levaram à prorrogação do horário de encerramento das urnas até as 19h em todo o país.

Lula é reeleito após virada inédita e chega ao quarto mandato
Lula é reeleito presidente do Brasil pela quarta vez | Foto: Reprodução/Divulgação/Redes sociais

A vitória também representa mais um capítulo na trajetória de Lula, que saiu do interior de Pernambuco, trabalhou como metalúrgico, liderou greves durante a ditadura militar e chegou pela primeira vez ao Palácio do Planalto em 2003, depois de três tentativas frustradas de conquistar a Presidência.

Mobilização nas ruas e nas redes marcou a virada

No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos, o equivalente a 56,1 milhões, enquanto Lula teve 45,16%, com 53,87 milhões. A diferença de 1,87 ponto percentual, cerca de 2,2 milhões de votos, foi a menor entre os dois candidatos mais votados em um primeiro turno presidencial desde a redemocratização.

Lula entrou na etapa decisiva da eleição em desvantagem e enfrentou semanas de disputa acirrada, com pesquisas indicando empate técnico. A mobilização de apoiadores nas ruas ganhou força depois da primeira votação. Manifestações em diferentes capitais ajudaram a manter a campanha em evidência e a reunir eleitores em torno da candidatura.

A virada também foi impulsionada pela comunicação digital. Um dos principais instrumentos foi o canal Exército do Lula, coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), que ultrapassou 10 milhões de inscritos na sexta-feira, 23 de outubro. O espaço compartilha áudios, vídeos e orientações para apoiadores e se tornou um dos maiores canais do WhatsApp no Brasil.

O número de inscritos superou com folga o da Tropa do Flávio, canal ligado à campanha adversária, que reunia cerca de 2,1 milhões de pessoas. O crescimento dos canais e a disputa por alcance nas redes também provocaram questionamentos e discussões na Justiça Eleitoral.

Lula participou de transmissões ao vivo com Janones e artistas, enquanto a campanha ampliou o uso de vídeos gravados em estilo mais informal, com o presidente falando diretamente à câmera. A estratégia buscava aproximar o candidato do público e facilitar a circulação das mensagens entre apoiadores, em um ambiente no qual vídeos curtos, áudios e conteúdos compartilhados tiveram papel importante na disputa.

No sábado, 24 de outubro, véspera da votação, Lula participou do último ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo. Ele chegou pouco antes das 16h, acompanhado da primeira-dama, Janja, e de aliados como o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), Guilherme Boulos (PSOL), Marina Silva (Rede), Márcio França e Simone Tebet (PSB). O ato terminou por volta das 18h20 e foi apresentado por participantes e pela campanha como uma das maiores mobilizações realizadas na avenida durante a disputa.

A campanha, porém, não autorizou o uso de drones para calcular o público presente em um ato anterior, realizado em 11 de outubro. Na ocasião, apoiadores ocuparam 18 quarteirões, reunindo-se em 12 deles, segundo os dados divulgados sobre a mobilização.

Votação foi prorrogada após problemas no transporte público

O horário de votação do segundo turno foi prorrogado até as 19h deste domingo, 25 de outubro, em todo o território nacional, após problemas na circulação do transporte público dificultarem o deslocamento de eleitores. A decisão foi decretada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), diante de relatos de redução na oferta de ônibus e de outros meios de transporte coletivo em diferentes regiões do país, especialmente nas capitais de São Paulo e da Bahia. Apesar da prorrogação, diversas zonas eleitorais fecharam às 17h, impedindo o voto dos eleitores que chegariam após esse prazo.

Em São Paulo, passageiros relataram filas em terminais de ônibus e redução de cerca de 30% na circulação dos veículos. A situação persistiu mesmo após uma determinação judicial para que 100% da frota municipal estivesse em operação durante a votação. A coligação de Lula acionou a Justiça Eleitoral depois de receber denúncias de que a capital operava com cerca de 60% da frota, com dificuldades de deslocamento apontadas principalmente em bairros da Zona Leste, como Itaim Paulista.

A decisão judicial para manter todos os ônibus em circulação havia sido expedida no sábado, 24 de outubro, após uma ação popular apresentada por parlamentares do PSOL. A prefeitura informou que a SPTrans comunicou as empresas responsáveis pelo transporte para que cumprissem a determinação, mas reconheceu que a ampliação da operação em prazo reduzido exigiu ajustes nas escalas de trabalho e nas rotinas das empresas. Mesmo assim, houve relatos de que o problema não havia sido totalmente resolvido.

Na Bahia, a redução da frota também provocou reclamações, sobretudo em Salvador, onde moradores registraram pontos de ônibus lotados e falta de veículos nas ruas. A campanha de Lula pediu a prorrogação do horário de votação em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, alegando que a oferta insuficiente de transporte poderia impedir eleitores de chegar às urnas dentro do horário previsto.

O caso teve um desdobramento envolvendo Pablo Souza, secretário municipal de Mobilidade de Salvador. Após denúncia apresentada pela Federação Brasil da Esperança, a Polícia Federal decretou sua prisão em flagrante neste domingo, em razão da redução da frota de transporte público. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, também determinou a recomposição imediata de 100% da frota municipal, com multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento para a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob) e as empresas concessionárias.

O Ministério Público Eleitoral notificou a Prefeitura de Salvador para que apresentasse esclarecimentos e adotasse providências para restabelecer a circulação dos ônibus. Durante vistorias em duas garagens, foram identificados 97 veículos fora de operação em uma delas e outros 120 na segunda. A prefeitura afirmou que o transporte havia sido normalizado e relatou interrupções em algumas garagens durante a manhã, atribuídas a ocorrências de adesivação clandestina de veículos.

A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, pediu ao TSE a extensão da votação por duas horas em municípios de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul atingidos por fortes chuvas. Em Minas, a solicitação incluiu Belo Horizonte, Poços de Caldas e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte que tivessem locais de votação sem energia elétrica. A petição mencionou dados preliminares da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), segundo os quais pelo menos 163 locais de votação estavam sem energia, incluindo 18 em Belo Horizonte e 65 na região metropolitana.

No Rio Grande do Sul, o pedido envolveu São Borja, Itaqui e Uruguaiana, cidades afetadas pelas chuvas e pela cheia do rio Uruguai. A campanha argumentou que alagamentos, interrupções no fornecimento de energia e dificuldades de deslocamento poderiam impedir eleitores de chegar às seções dentro do horário previsto. Os pedidos das duas campanhas foram apresentados por razões distintas: problemas no transporte coletivo, no caso de Lula, e dificuldades provocadas pelas chuvas, no de Flávio.

Governo apostou em medidas econômicas e sociais

Na reta final da campanha, o governo também anunciou medidas econômicas e sociais que fizeram parte do debate eleitoral. Antes do primeiro turno, houve aumento do Bolsa Família e anúncio de uma nova etapa do Desenrola, programa voltado à renegociação de dívidas. Depois da primeira votação, foram anunciadas reduções de impostos sobre combustíveis e novos subsídios, além de propostas para ampliar o alcance de programas sociais.

Entre as iniciativas apresentadas estava a promessa de estender o Pé-de-Meia a estudantes universitários. O governo também apoiou a proposta de acabar com a escala de trabalho 6×1, pauta histórica de setores da esquerda, e sancionou o Prospera MEI, com medidas de perdão de dívidas tributárias e ampliação de benefícios para microempreendedores individuais.

Outra proposta encaminhada ao Congresso previa uma emenda à Constituição para financiar transporte público gratuito aos fins de semana e feriados. As medidas foram apresentadas em um momento em que a campanha precisava ampliar o apoio e convencer eleitores que ainda estavam indecisos.

Os números de pesquisas também mostraram uma disputa apertada. Levantamento do Datafolha divulgado em 22 de outubro apontou que 49% dos entrevistados aprovavam o desempenho pessoal de Lula, enquanto 48% desaprovavam. Foi a primeira vez desde julho que a aprovação apareceu numericamente acima da desaprovação. Na mesma pesquisa, a intenção de votos válidos indicava empate entre Lula e Flávio, com 50% para cada um.

O índice de rejeição de Flávio também superou o de Lula em levantamentos do Datafolha e da Quaest. A rejeição é um indicador que mede quantos eleitores dizem que não votariam em determinado candidato. Em uma disputa apertada, esse dado pode ajudar a entender as dificuldades de cada campanha para conquistar votos além de sua base de apoiadores.

Da infância em Pernambuco à liderança sindical

A trajetória de Lula começou longe da política institucional. Ele nasceu em 27 de outubro de 1945, em Garanhuns, no interior de Pernambuco, e foi o sétimo de oito filhos de Aristides Inácio da Silva e Eurídice Ferreira de Mello, conhecida como dona Lindu.

Em dezembro de 1952, ainda criança, mudou-se com a mãe e os irmãos para São Paulo. A viagem durou 13 dias em um caminhão conhecido como pau de arara, usado para transportar pessoas e cargas. A família deixou Pernambuco em busca de melhores condições de vida, em meio à seca e à fome. Primeiro, morou em Guarujá e, em 1956, mudou-se para a capital paulista, onde passou a viver em um único cômodo nos fundos de um bar, no bairro do Ipiranga.

Lula começou a trabalhar aos 12 anos, em uma tinturaria. Também atuou como engraxate e office-boy. Aos 14, conseguiu emprego nos Armazéns Gerais Columbia e teve a carteira de trabalho assinada pela primeira vez. Mais tarde, trabalhou na Fábrica de Parafusos Marte e concluiu um curso de três anos de torneiro mecânico no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Foi nesse período que se aproximou da indústria metalúrgica, setor que marcaria sua trajetória profissional e política.

Depois do golpe militar de 1964, Lula mudou de emprego e passou a trabalhar nas Indústrias Villares, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. Por meio do irmão Frei Chico, aproximou-se do movimento sindical. Em 1969, foi eleito suplente da diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo e Diadema. Em 1972, tornou-se primeiro-secretário da entidade e, três anos depois, assumiu a presidência com 92% dos votos, representando cerca de 100 mil trabalhadores. Foi reeleito em 1978.

Naquele período, o Brasil ainda vivia sob uma ditadura militar que restringia a atuação política e proibia greves em determinadas condições. Mesmo assim, em março de 1979, Lula liderou uma paralisação de aproximadamente 170 mil metalúrgicos no ABC paulista. O movimento fortaleceu sua projeção nacional e expôs a dificuldade dos trabalhadores de negociar salários e condições de trabalho em um ambiente de repressão.

A experiência sindical contribuiu para a criação do Partido dos Trabalhadores, fundado em 10 de fevereiro de 1980, com a participação de sindicalistas, intelectuais, políticos, lideranças rurais, religiosos e movimentos sociais. No mesmo ano, durante uma nova greve, o governo federal interveio no sindicato e Lula foi preso por 31 dias com base na Lei de Segurança Nacional.

O PT se expandiu pelo país e, em 1982, Lula disputou o governo de São Paulo. No ano seguinte, participou da fundação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), uma das principais centrais sindicais brasileiras. Também se tornou uma das lideranças do movimento Diretas Já, em 1984, que defendia a volta das eleições diretas para presidente. Em 1986, foi eleito o deputado federal mais votado do país para a Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição de 1988.

As primeiras campanhas e a chegada ao Planalto

A primeira candidatura de Lula à Presidência ocorreu em 1989, na primeira eleição presidencial direta após a ditadura militar. Ele chegou ao segundo turno, mas perdeu para Fernando Collor de Mello. Voltou a disputar o cargo em 1994 e 1998, sendo derrotado nas duas ocasiões por Fernando Henrique Cardoso.

A vitória veio em 27 de outubro de 2002, quando Lula tinha 57 anos. Ele recebeu quase 53 milhões de votos e venceu com José Alencar como vice-presidente. A candidatura reuniu uma aliança que incluía PT, Partido Liberal (PL), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Partido Comunista Brasileiro (PCB) e Partido da Mobilização Nacional (PMN).

O primeiro governo foi marcado por aumentos do salário mínimo, criação de empregos e ampliação de programas de transferência de renda, entre eles o Bolsa Família. As políticas sociais contribuíram para reduzir a desigualdade e ampliar o acesso de famílias de baixa renda ao consumo. Ao final do mandato, Lula tinha aprovação de 57% da população, segundo os dados apresentados em sua trajetória política.

Em 29 de outubro de 2006, foi reeleito com mais de 58 milhões de votos, até então o maior total recebido por um candidato à Presidência no Brasil. O segundo mandato começou em 1º de janeiro de 2007 e foi marcado por um período de crescimento econômico, expansão do crédito e investimentos em programas sociais e de infraestrutura.

Em 2007, o Brasil passou a integrar o grupo de países com alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), indicador das Nações Unidas que considera aspectos como renda, educação e expectativa de vida. No ano seguinte, a agência Standard & Poor’s concedeu ao país o grau de investimento, seguido por avaliações semelhantes de Fitch e Moody’s. A classificação indicava que o mercado considerava o Brasil um destino mais seguro para investimentos.

Também em 2008, a crise financeira internacional se agravou após a quebra do banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos. O governo brasileiro reduziu juros e impostos em determinados setores e adotou medidas para estimular o consumo e o crédito. O país conseguiu atravessar a crise em condições relativamente favoráveis, enquanto os programas sociais e a valorização do salário mínimo continuaram a ampliar a renda de parte da população.

Em 2009, durante uma reunião do G20, grupo que reúne grandes economias mundiais, o então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, elogiou Lula. No ano seguinte, o Brasil registrava crescimento econômico, reservas internacionais de cerca de US$ 300 bilhões, inflação sob controle e recordes na geração de empregos. O salário mínimo teve ganho real de 53,5% durante os dois mandatos, e milhões de pessoas passaram a integrar a chamada classe média.

Lula deixou a Presidência em 1º de janeiro de 2011 com aprovação de 87%, conforme os números de sua trajetória política. Seu apoio foi importante para a eleição de Dilma Rousseff, que venceu José Serra por cerca de 11 milhões de votos e se tornou a primeira mulher a ocupar a Presidência do Brasil.

Prisão, anulação das condenações e retorno à política

Depois de deixar o governo, Lula fundou o Instituto Lula, em 2011, e passou a realizar palestras no Brasil e no exterior. Naquele ano, foi diagnosticado com câncer na laringe e iniciou tratamento no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Em fevereiro de 2012, seus médicos informaram que o tumor havia sido eliminado.

A trajetória política sofreu uma mudança importante a partir da Operação Lava Jato, iniciada em 2014. Lula foi levado para prestar depoimento coercitivamente em março de 2016, tornou-se réu em julho daquele ano e foi condenado em primeira instância em julho de 2017. A condenação foi confirmada em segunda instância em janeiro de 2018.

Em 7 de abril de 2018, Lula foi preso por ordem do então juiz Sérgio Moro. Permaneceu detido por 580 dias, até ser solto em 8 de novembro de 2019. Durante o período, enfrentou perdas familiares, incluindo a morte de um irmão e de um neto. Uma decisão judicial impediu que ele se despedisse do irmão.

Em 2021, o Supremo Tribunal Federal anulou as condenações de Lula por entender que os processos não deveriam ter tramitado na Justiça Federal de Curitiba. Em outra decisão, o STF considerou Sérgio Moro parcial no julgamento de um dos casos. Com a anulação das condenações, Lula recuperou os direitos políticos e pôde voltar a disputar eleições.

Em 18 de maio de 2022, Lula se casou com Rosângela da Silva, conhecida como Janja. Naquele ano, lançou uma candidatura presidencial que reuniu diferentes partidos, incluindo antigos adversários políticos. Geraldo Alckmin, que havia disputado a Presidência contra Lula em 2006, tornou-se seu vice.

No segundo turno de 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro e recebeu mais de 60 milhões de votos. Com isso, tornou-se o primeiro brasileiro a conquistar a Presidência da República três vezes pelo voto popular. Em 1º de janeiro de 2023, tomou posse em uma cerimônia marcada pela entrega da faixa presidencial por Aline Sousa, catadora de materiais recicláveis.

A vitória em 2026 amplia essa trajetória e abre caminho para um quarto mandato presidencial, que terá início em janeiro de 2027. A campanha que começou em desvantagem no primeiro turno terminou com uma virada sustentada pela mobilização de apoiadores, pela atuação nas redes sociais e por uma disputa que permaneceu acirrada até a votação decisiva.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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