Ameaça às eleições americanas?
Preocupações sobre a suposta “espionagem” chinesa estão no cerne das discussões sobre a possível proibição do TikTok. O Gabinete de Inteligência Nacional dos EUA (ODNI) divulgou um relatório na segunda-feira (11), alegando que o governo chinês tem usado o TikTok para ampliar sua influência global e promover narrativas pró-China. O documento indica que contas do TikTok ligadas a um braço de propaganda da República Popular da China teriam direcionado candidatos de ambos os partidos políticos durante as eleições legislativas dos EUA em 2022, conforme alertado anteriormente pelo FBI.
Os principais defensores do projeto, o deputado republicano Mike Gallagher e o democrata Raja Krishnamoorthi, rotulam o TikTok como o “malware do Partido Comunista” e argumentam que o aplicativo representa uma séria ameaça à segurança nacional dos EUA devido à sua propriedade chinesa. Eles afirmam que a rede social pode ser usada para influenciar a opinião pública nos EUA ou para espionar americanos ao coletar dados de usuários.
Recentemente, o presidente Biden assinou um decreto permitindo que o Departamento de Justiça e outras agências federais tomem medidas para impedir a transferência em larga escala de dados pessoais de americanos para países considerados “preocupantes”, como China, Rússia, Coreia do Norte, Irã, Cuba e Venezuela.
Em 2022, o presidente dos EUA já havia proibido o uso do TikTok por quase 4 milhões de funcionários do governo federal em dispositivos de propriedade das agências públicas, com exceção do uso para aplicação da lei, segurança nacional e pesquisa de segurança.
Por outro lado, o ex-presidente Donald Trump, que tentou banir o TikTok das lojas de aplicativos nos EUA durante seu mandato, agora se opõe ao projeto de lei. Em uma entrevista à rede de televisão CNBC, ele afirmou considerar o TikTok uma ameaça à segurança nacional, mas argumentou que sua proibição apenas beneficiaria o Facebook, que ele vê como um “inimigo do povo”. Trump também destacou que muitas pessoas, especialmente os jovens, “amam” a rede social e ficariam “loucas” sem o aplicativo.


