Por que as big techs se aproximaram de Trump?
A recente mudança na postura de líderes de grandes empresas de tecnologia, como Mark Zuckerberg, sobre como lidam com o conteúdo online, mostra uma aproximação maior com Donald Trump e a extrema direita.
Isso inclui o fim da checagem de informações e uma postura mais flexível em relação à desinformação, o que é bem diferente da atitude durante o primeiro mandato de Trump, quando as plataformas enfrentaram críticas e investigações sobre suas práticas de negócios e o caso da Cambridge Analytica.
A decisão de Zuckerberg e outras mudanças na liderança da Meta mostram uma aproximação com o governo republicano, especialmente agora que o governo de Joe Biden e organizações internacionais, como a União Europeia, estão pedindo mais regulamentação no setor de tecnologia.
Essa aproximação também ajuda a proteger os interesses financeiros das empresas de tecnologia, que não querem regras que possam prejudicar seus negócios.
Para CEOs como Elon Musk, Jeff Bezos e Zuckerberg, esse alinhamento com Trump pode significar menos investigações sobre práticas de mercado e mais proteção contra pressões externas, como as que acontecem em países com regimes mais autoritários.
Além disso, há uma estratégia voltada para outros países, onde os interesses econômicos e a resistência à censura são importantes para esses líderes. Eles acreditam que um possível segundo mandato de Trump seria mais favorável para suas empresas e traria menos regras sobre suas atividades.
Essa mudança no cenário de negócios, focada na defesa da liberdade de expressão sem restrições, especialmente no discurso da direita, coloca as grandes plataformas de tecnologia em uma posição importante nas relações entre tecnologia e política, tanto nos Estados Unidos quanto no resto do mundo.


