Impacto global
De acordo com o site Flightradar24, o problema em Heathrow fez com que pelo menos 1.351 voos fossem cancelados ou tivessem que mudar de horário, afetando cerca de 145 mil passageiros em todo o mundo só na sexta-feira. Heathrow é um dos aeroportos mais importantes do mundo, com voos para mais de 180 lugares e atendendo, em média, 220 mil pessoas por dia. Por isso, qualquer interrupção em suas atividades causa uma grande confusão, prejudicando conexões entre voos e o funcionamento de várias companhias aéreas.
O prejuízo financeiro também foi grande. Especialistas acreditam que as perdas para o aeroporto e para as companhias aéreas podem passar de 50 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 370 milhões). Isso porque as empresas tiveram que lidar com cancelamentos, realocação de passageiros, hospedagem, reembolsos e até danos à sua reputação. Além disso, o fechamento do aeroporto atrapalhou o transporte de cargas, atrasando entregas e afetando empresas que dependem dessas mercadorias.
O problema começou com um incêndio em um transformador na subestação elétrica de Hayes, no oeste de Londres. O transformador tinha 25 mil litros de óleo e, ao pegar fogo, causou um grande apagão, deixando até 100 mil casas sem luz e afetando também o aeroporto.
Esse incidente levantou dúvidas sobre a infraestrutura de Heathrow. O diretor da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), Willie Walsh, criticou a dependência do aeroporto de uma única fonte de energia e disse que isso é “inadmissível” para um lugar tão importante.
Por se tratar de um local essencial para o Reino Unido, a polícia antiterrorismo foi chamada para investigar o caso. No entanto, até agora, as autoridades não encontraram sinais de crime ou sabotagem e acreditam que foi um acidente causado por um problema elétrico grave.
A British Airways, a maior companhia aérea que opera em Heathrow, admitiu que a paralisação vai afetar seus voos nos próximos dias. Enquanto isso, o governo britânico prometeu uma investigação completa para entender o que aconteceu e evitar que algo parecido aconteça novamente. “Ainda há perguntas a serem respondidas, mas nossa prioridade agora é reduzir os impactos do incidente”, disse um porta-voz do primeiro-ministro.


