Como a guerra comercial incentivou investimentos?
A guerra comercial iniciada no governo Trump incentivou investimentos na agricultura brasileira, o que diminuiu a competitividade dos EUA. Entre 2016 e 2023, a participação dos EUA nas importações alimentares da China caiu de 20,7% para 13,5%, enquanto a do Brasil aumentou de 17,2% para 25,2%.
“Com a China buscando diversificar seus fornecedores e a Europa cada vez mais vendo o Brasil como uma opção estável, estamos observando um aumento na demanda externa e uma elevação significativa nos preços”, comentou Pavinato ao Financial Times.
Apesar de desafios logísticos, o Brasil pode atrair mais investimentos chineses para melhorar sua infraestrutura precária e ampliar sua capacidade produtiva nacional.
A União Europeia, que está preparando tarifas retaliatórias sobre produtos agrícolas dos EUA, também pode aumentar a demanda por proteína vegetal brasileira, o que pressiona a oferta.
Além disso, há uma crescente expectativa de que o Brasil se consolide como um fornecedor confiável de alimentos em larga escala para países que buscam segurança alimentar.
A competição com a China pode elevar os preços da ração e, consequentemente, os preços dos alimentos, fato que também preocupa os europeus.
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