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China compra soja da Argentina após suspensão de imposto, e EUA perdem espaço no mercado

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EUA perdem terreno

Os dados mostram o tamanho da mudança. Pela primeira vez desde os anos 1990, a China não comprou soja dos Estados Unidos no início da nova temporada de exportações, que começou em setembro. Informações do Departamento de Agricultura dos EUA confirmam que até o dia 11 daquele mês não havia nenhum carregamento reservado, algo inédito desde 1999.

No ano passado, os chineses haviam comprado um quinto de toda a soja que exportada pelos Estados Unidos, no valor de mais de 12 bilhões de dólares. Esse montante representava mais da metade de todas as vendas externas de soja americana.

Agora, o cenário é diferente. O espaço que antes era ocupado pelos agricultores dos EUA está sendo tomado por Brasil e Argentina, que vendem grandes volumes do grão para a Ásia.

Novos passos da relação China-Argentina

Além da compra de soja em grão, a China fez um movimento importante no mercado de farelo de soja. Esse produto, usado principalmente na ração de animais, é uma especialidade da Argentina, maior exportadora mundial do item.

Pequim autorizou a importação do farelo argentino em 2019, mas até junho deste ano não tinha concretizado nenhuma compra. Só então, em meio à guerra comercial com os Estados Unidos, aconteceu a primeira operação.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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