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Amazon lança “Amazon Mercado” no Brasil com foco em produtos do dia a dia

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A Amazon anunciou na última segunda-feira, 13 de outubro, o lançamento do Amazon Mercado, um novo espaço dentro do site e do aplicativo da empresa no Brasil. A proposta é centralizar a venda de produtos de uso cotidiano, como alimentos, bebidas, produtos de limpeza, higiene pessoal e itens para pets.

A novidade muda o a forma como esses produtos aparecem dentro da plataforma. Antes, estavam espalhados entre várias categorias; agora, estão reunidos em um ambiente único, com corredores virtuais que lembram os de um supermercado físico. A organização mais simples busca tornar a experiência de compra mais direta e rápida, especialmente para quem já tem o hábito de comprar online, mas ainda prefere resolver esse tipo de compra em lojas físicas.

Amazon Mercado, com foco em produtos do dia a dia, é a nova proposta da plataforma
Nova área do site reúne alimentos, produtos de limpeza e higiene em um ambiente que aposta em conveniência e rapidez nas entregas | Foto: Reprodução / Divulgação / Amazon

A iniciativa também amplia a presença da empresa em um dos segmentos que mais cresce no comércio eletrônico brasileiro: o de itens essenciais e de reposição frequente, que inclui alimentos, produtos de limpeza e cuidados pessoais. Essas categorias têm se mostrado estratégicas porque incentivam compras recorrentes e ajudam a manter o consumidor dentro do ecossistema da marca.

Entregas rápidas e estrutura própria

O Amazon Mercado aproveita a infraestrutura logística que a empresa vem construindo no país desde 2019. Hoje, a Amazon possui 14 centros de distribuição, cerca de 200 polos logísticos e quase 200 estações de entrega, cobrindo 100% dos municípios brasileiros.

Essa estrutura permite oferecer entregas no mesmo dia em mais de 170 cidades e em até um dia útil para mais de 1.100 municípios. O serviço é um dos principais diferenciais da empresa em relação a concorrentes locais, já que rapidez na entrega continua sendo um dos fatores mais valorizados pelos consumidores nas compras online.

A aposta nesse tipo de operação mostra que a Amazon quer competir diretamente com supermercados e varejistas nacionais que também estão investindo no comércio eletrônico de produtos básicos. Grandes redes de varejo e aplicativos de entrega têm expandido suas ofertas nesse setor, mas ainda enfrentam desafios de logística e custo, especialmente fora das capitais.

Programas de fidelização e economia

O novo ambiente mantém os programas de desconto já existentes na plataforma, como o “Mais por Menos”, que oferece 10% de desconto em compras com dez ou mais unidades, e o “Programe & Poupe”, que concede de 5% a 10% de desconto em compras automáticas e recorrentes.

Esses benefícios reforçam o foco em fidelizar o consumidor e criar hábitos de compra regulares dentro do site. No comércio eletrônico, as compras de alimentos e produtos básicos têm um valor estratégico: além de movimentar alto volume, fazem o cliente voltar com frequência e utilizar outros serviços da empresa, como o Amazon Prime — programa que oferece frete grátis e acesso a conteúdo digital.

Mesmo para quem não é assinante Prime, a empresa mantém o frete gratuito em compras acima de R$ 19 para produtos enviados pela própria Amazon. Essa política amplia o alcance do Amazon Mercado para públicos que buscam economia, mas ainda não querem pagar uma assinatura mensal.

E-commerce e o desafio do carrinho de supermercado

O lançamento do Amazon Mercado reflete uma tendência global: as grandes plataformas de e-commerce estão tentando ocupar o espaço que antes pertencia aos supermercados e mercearias de bairro. A diferença é que, no ambiente online, o desafio é reproduzir a experiência rápida e intuitiva que o consumidor tem quando vai às compras físicas.

A criação de corredores virtuais e o uso de recomendações personalizadas fazem parte dessa tentativa. A empresa aposta que o cliente vai preferir montar o carrinho virtual em poucos minutos, em vez de gastar tempo navegando por diversas páginas.

O movimento também tem relação com mudanças no comportamento do consumidor brasileiro. O público tem se mostrado mais aberto a comprar produtos de primeira necessidade pela internet, principalmente desde a pandemia de covid-19, que acelerou a digitalização do varejo. Hoje, a conveniência de receber em casa, aliada a programas de desconto e entregas rápidas, pesa mais na decisão de compra do que a visita física a um supermercado.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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