Gestão com lógica empresarial: a base da virada
A reconstrução do Mirassol começou longe dos holofotes. No comando do futebol, Juninho Antunes implantou uma cultura de gestão empresarial que prioriza o equilíbrio entre receita e despesa. Nada é feito sem planejamento, e cada real investido precisa estar lastreado no fluxo de caixa.
A folha salarial é ajustada à realidade financeira, e as receitas — de patrocínios, cotas de TV e transferências de atletas — são reinvestidas em infraestrutura e desenvolvimento esportivo. A filosofia é simples, mas rara no futebol brasileiro: não gastar o que não se tem. Essa mentalidade fez do Mirassol uma exceção num cenário em que grandes clubes da Série A convivem com dívidas bilionárias e instabilidade crônica.


