Primeiras propostas ficaram acima do limite do governo
Na primeira rodada de negociações, quatro bancos (Banco do Brasil, BTG Pactual, Citibank e ABC Brasil) se mostraram dispostos a oferecer o financiamento total, de R$ 20 bilhões. No entanto, as propostas apresentaram juros acima do teto estabelecido pelo Tesouro Nacional, órgão do Ministério da Fazenda que define as condições para empréstimos com garantia federal.
As instituições financeiras pediram 136% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), indicador que serve como base para os juros cobrados em empréstimos entre bancos. O limite aprovado pelo Tesouro, porém, é de 120% do CDI para operações desse tipo, com prazo de pagamento de até dez anos.
Essa diferença de 16 pontos percentuais significaria centenas de milhões de reais a mais em custos para os Correios ao longo do tempo. Além disso, os bancos exigiram 5% de comissão pela operação, o equivalente a cerca de R$ 1 bilhão, valor bem acima do cobrado em financiamentos semelhantes a estados e municípios, que costuma ser de 1%.
Diante dessas condições, a proposta foi considerada inviável. Agora, os Correios vão abrir uma nova rodada de negociações, consultando outros bancos, tanto nacionais quanto internacionais, que demonstraram interesse desde o início do processo.


