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Banco Central desativa tecnologia do Drex, mas projeto do “real digital” continua; entenda o que muda

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Por que o Drex ainda interessa ao mercado?

O Drex não é só uma moeda virtual, mas um projeto prevê que bens e contratos possam ser registrados digitalmente, como acontece com veículos, imóveis e financiamentos. Isso facilitaria transferências e evitaria erros ou fraudes em papéis e assinaturas. Além disso, bancos e fintechs poderiam analisar dados com mais rapidez, tornando o crédito mais barato para empresas e consumidores.

Mesmo com a pausa na tecnologia de teste, o setor privado segue apostando em soluções parecidas. A Anbima, por exemplo, lançou uma plataforma para digitalizar ativos financeiros. Empresas de pagamento também têm estudado formas de usar moedas digitais estáveis, chamadas stablecoins, para movimentar dinheiro de forma mais rápida e barata. Esse movimento mostra que a digitalização do dinheiro é uma tendência global, com ou sem o Drex.

Como o Drex continua em desenvolvimento e não chegou às operações do dia a dia, a mudança do Banco Central não afeta ainda a população, que não tinha acesso à tecnologia em desenvolvimento. O desligamento da plataforma usada nas fases iniciais apenas atrasa o cronograma e aponta uma nova direção.

Se o projeto evoluir, o sistema pode ajudar em tarefas como:

  • transferência de imóvel sem cartório físico;
  • crédito mais rápido para produtores rurais;
  • menos papelada em bancos e financiadoras;
  • redução do custo dos juros;
  • compra e venda de veículos com menos burocracia.

Esses benefícios ainda dependem das próximas decisões do Banco Central e das regras que serão definidas na fase seguinte.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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