Alguns setores seguem confiantes
Apesar do cenário geral negativo, nem todos os segmentos industriais fecharam o ano em pessimismo. O destaque positivo ficou com o setor de farmoquímicos e farmacêuticos, que alcançou 56,9 pontos em dezembro, mantendo-se acima da linha de confiança.
Na sequência aparecem os setores de extração de minerais não metálicos, com 53,9 pontos, impressão e reprodução, com 52,9 pontos, e o setor de bebidas, que fechou o ano com 51,9 pontos.
Esses segmentos foram beneficiados por uma demanda mais estável, seja do mercado interno, seja de áreas consideradas essenciais, como saúde e alimentação. Mesmo assim, a CNI alerta que o bom desempenho é pontual e não compensa o pessimismo espalhado pela maior parte da indústria.
Expectativa de melhora não se confirmou
Ao longo do segundo semestre, havia uma expectativa de que o Índice de Confiança pudesse apresentar uma leve recuperação no fim do ano, impulsionada por fatores sazonais, como aumento do consumo em datas comemorativas e ajustes de estoques.
No entanto, essa melhora não aconteceu. O Icei permaneceu abaixo de 50 pontos até dezembro, frustrando as projeções mais otimistas. Para a CNI, isso mostra que os problemas enfrentados pela indústria são estruturais, e não apenas pontuais.
Desafio para 2026
O resultado de 2025 acende um alerta para o próximo ano, já que, sem redução consistente dos juros e com incertezas no cenário internacional, a indústria brasileira entra em 2026 com cautela.
A CNI defende medidas que estimulem o investimento produtivo, facilitem o acesso ao crédito e fortaleçam a indústria nacional frente à concorrência externa. Caso contrário, o setor pode continuar operando em ritmo lento, com impacto direto sobre o emprego e a renda no país.


