Relação societária e possível mudança de controle
Além de fornecer matérias-primas, a Petrobras também é acionista da Braskem. A estatal detém 47% das ações com direito a voto da companhia. O controle, porém, pertence à Novonor S.A., antigo grupo Odebrecht, que atualmente está em recuperação judicial, processo em que uma empresa renegocia suas dívidas com aval da Justiça para evitar a falência.
A situação financeira da Braskem é impactada pelo momento difícil do mercado petroquímico internacional, que enfrenta queda na demanda e aumento da concorrência.
Na segunda-feira, 15 de dezembro, a Braskem informou que a Novonor firmou um acordo de exclusividade para venda de sua participação a um fundo de investimentos chamado Shine, assessorado pela IG4 Capital, gestora especializada em recuperação de empresas em dificuldade. Pelo acordo, o fundo assumiria as dívidas da Novonor em troca de 50,111% das ações com direito a voto, passando a ser o novo controlador da Braskem.
Petrobras acompanha desdobramentos
Após a divulgação desse possível negócio, a Petrobras informou que está monitorando a situação. A estatal possui dois direitos previstos no acordo de acionistas: o direito de preferência, que permitiria comprar a participação da Novonor, ou o tag along, mecanismo que autoriza vender sua fatia ao novo controlador nas mesmas condições.
Em comunicado, a Petrobras afirmou que vai analisar os termos da operação e decidir, no momento adequado, se exercerá ou não esses direitos. Também existe a possibilidade de a estatal manter sua posição atual na companhia.


