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Pequenos negócios lideram contratações formais em 2025, mostra Sebrae

As micro e pequenas empresas encerraram 2025 com desempenho expressivo na geração de empregos formais no Brasil. Dados do Sebrae, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), mostram que, de janeiro a novembro do ano passado, mais de 1,3 milhão de pessoas foram contratadas com carteira assinada por pequenos negócios. O volume já supera todo o acumulado de 2024, quando essas empresas registraram cerca de 1,22 milhão de admissões.

As informações reforçam o papel das micro e pequenas empresas na sustentação do mercado de trabalho formal, especialmente em um cenário de desaceleração na abertura de vagas por empresas de maior porte.

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O avanço silencioso do emprego formal passa pelos pequenos negócios espalhados pelo país | Foto: Reprodução/Canva

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O avanço silencioso do emprego formal passa pelos pequenos negócios espalhados pelo país | Foto: Reprodução/Canva

Sete em cada dez vagas vieram dos pequenos negócios

Segundo o Sebrae, sete a cada dez vagas formais criadas no Brasil em 2025 tiveram origem em micro e pequenas empresas. Isso significa que aproximadamente 70% das novas contratações com carteira assinada no período foram realizadas por negócios de menor porte. A carteira assinada garante direitos trabalhistas como férias remuneradas, 13º salário e acesso ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, o FGTS, que funciona como uma poupança obrigatória vinculada ao emprego formal.

Para efeito de comparação, em 2024, o número de contratações por pequenos negócios ficou em torno de 1,22 milhão, enquanto em 2025 esse total ultrapassou 1,3 milhão, representando um aumento de cerca de 80 mil admissões formais. Esse crescimento ocorre mesmo em um contexto de desafios econômicos, como juros elevados ao longo de parte do ano e menor ritmo de crescimento em alguns setores.

Comércio lidera contratações em novembro

O comércio foi o setor que mais contratou entre os pequenos negócios no mês de novembro de 2025. No período, cerca de 63,4 mil pessoas foram admitidas por empresas comerciais de pequeno porte. Na sequência aparecem os serviços, com aproximadamente 34,4 mil registros de contratação, e a construção, com cerca de 1,5 mil vagas preenchidas.

Esses números refletem a dinâmica sazonal da economia, já que o comércio costuma ampliar o quadro de funcionários no fim do ano, impulsionado por datas como a Black Friday e as vendas de Natal. Nos serviços, áreas como alimentação, transporte e atividades administrativas concentram parte relevante das contratações realizadas por pequenos empreendedores.

Desempenho contrasta com cenário geral da economia

Apesar do avanço observado entre os pequenos negócios, o cenário geral da economia brasileira apresentou sinais de desaceleração na geração de empregos formais em novembro de 2025. Considerando micro, pequenas, médias e grandes empresas, o Brasil abriu cerca de 85,9 mil vagas com carteira assinada no mês, segundo dados do Caged divulgados em dezembro.

Esse resultado é fruto de aproximadamente 1,98 milhão de contratações e 1,89 milhão de demissões no período. Em valores absolutos, o saldo positivo ficou abaixo do registrado em novembro de 2024, quando foram criadas cerca de 106,1 mil vagas formais. A diferença representa uma queda de aproximadamente 20,2 mil postos de trabalho.

Pior novembro desde o novo Caged

A redução na geração de empregos formais fez de novembro de 2025 o pior resultado para o mês desde o início do chamado novo Caged, em 2020. O novo modelo passou a integrar diferentes bases de dados e formas de coleta de informações sobre admissões e desligamentos no mercado de trabalho formal.

Em termos percentuais, a queda foi de cerca de 19% em relação a novembro de 2024. Mesmo com esse desempenho mais fraco no conjunto da economia, os pequenos negócios mantiveram saldo positivo relevante ao longo do ano, ajudando a sustentar o nível de emprego formal no país.

Importância das micro e pequenas empresas

As micro e pequenas empresas representam a maior parte dos estabelecimentos ativos no Brasil e têm papel central na absorção de mão de obra. Segundo o Sebrae, esse segmento inclui desde microempreendedores individuais até empresas com faturamento anual limitado por lei, responsáveis por movimentar economias locais e gerar renda em municípios de diferentes portes.

A expansão das contratações em 2025 indica que esses negócios seguiram investindo em pessoal, mesmo diante de custos operacionais elevados e acesso mais restrito ao crédito em determinados momentos do ano.

Para trabalhadores da classe C e D, esse movimento amplia as oportunidades de inserção no mercado formal, especialmente em setores como comércio e serviços, que exigem menor tempo de formação técnica inicial.

Dados oficiais orientam políticas públicas

As informações do Caged são utilizadas pelo governo federal, estados e municípios para orientar políticas públicas de emprego, renda e qualificação profissional. O acompanhamento do desempenho dos pequenos negócios permite avaliar onde estão concentradas as vagas formais e quais setores apresentam maior capacidade de absorver trabalhadores.

Os números de 2025 mostram que, mesmo com oscilações mensais negativas no total de vagas criadas, o acumulado do ano foi impulsionado principalmente pelas micro e pequenas empresas, que mantiveram ritmo de contratações superior ao registrado no ano anterior.

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