A hospitalidade virou modelo de negócio
Durante décadas, camarotes e áreas VIP estiveram associados quase exclusivamente ao mercado corporativo. A Copa de 2026 mostrou um cenário diferente.
Segundo a FIFA, foram comercializados 588 mil pacotes de hospitalidade, um crescimento de 225% em relação ao Mundial do Catar. O resultado contribuiu para que a entidade superasse a marca de US$ 3 bilhões em receitas com hospitalidade e ingressos.
Mais do que vender lugares privilegiados, a organização passou a oferecer experiências completas: acesso antecipado aos estádios, alta gastronomia, espaços exclusivos, encontros com ex-atletas, serviços personalizados e, em alguns casos, assentos posicionados praticamente sobre o gramado. Na final, determinados pacotes chegaram a US$ 60 mil.
Esse movimento acompanha uma tendência já consolidada em setores como turismo, hotelaria e entretenimento: o consumidor aceita pagar mais quando percebe valor na experiência, e não apenas no produto.


