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Febraban Tech 2025 debate inteligência artificial

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A inteligência artificial generativa foi o principal assunto debatidp no Febraban Tech 2025, o maior evento de tecnologia e inovação da área financeira do Brasil. O evento acontece entre os dias 10 e 12 de junho, em São Paulo, reunindo bancos, empresas de tecnologia, especialistas e autoridades. Com o tema “A jornada responsável na nova economia da inteligência artificial”, o evento mostrou como a IA generativa já está transformando como os bancos operam, atendem clientes e criam novos produtos.

A inteligência artificial generativa é um tipo de tecnologia capaz de criar novos conteúdos, como textos, imagens, vídeos e até códigos de programação, com base em grandes volumes de dados. É a tecnologia por trás de ferramentas como o ChatGPT. Durante o Febraban Tech, ficou claro que o setor bancário já está investindo pesado nesse tipo de ferramenta para ganhar eficiência, reduzir custos e oferecer serviços mais personalizados.

Palestra sobre inteligência artificial na FEBRABAN Tech 2025
Febraban destaca como Interligência Artificial se tornou tema prioritário e estratégico entre os bancos | Foto: Divulgação / Febraban

Estudos apresentados no evento mostram que 57% das instituições financeiras já consideram a IA generativa como uma prioridade estratégica para os próximos anos. Os principais bancos do país já estão desenvolvendo soluções internas com IA generativa para atendimento ao cliente, prevenção a fraudes, análise de crédito e automação de processos. Representantes dessas instituições participaram de painéis e compartilharam experiências e avanços.

Cases apresentados na Febraban

Um exemplo é a Caixa, que reduziu o tempo de preparação de dossiês de crédito imobiliário de três dias para apenas três horas com o uso de IA. Já o Banco do Brasil apresentou uma assistente virtual chamada ARI, que utiliza inteligência artificial para oferecer orientações financeiras personalizadas para pequenas empresas. O Santander também revelou o uso de “copilotos de IA” para apoiar consultores de investimentos e analistas de risco. Esses copilotos ajudam a analisar dados e gerar relatórios de maneira mais rápida.

As empresas de tecnologia também tiveram papel importante no evento. A NVIDIA, por exemplo, apresentou a “fábrica de IA”, uma estrutura que coleta, organiza e processa grandes volumes de dados para gerar respostas e relatórios de forma automática. A ideia é facilitar decisões em tempo real, como a liberação de crédito e a análise de comportamento dos clientes. A empresa destacou que essa técnica pode substituir trabalhos que antes levavam dias ou semanas, com respostas em poucos minutos.

Além das oportunidades, os especialistas chamaram atenção para os riscos. Um dos principais é o das chamadas “alucinações” da IA, quando o sistema fornece informações erradas ou inventadas com confiança. Por isso, muitos bancos estão adotando uma abordagem chamada de IA generativa responsável.

Isso significa que os sistemas são sempre supervisionados por humanos, passam por testes rigorosos e seguem regras claras para garantir segurança, ética e transparência. A proteção de dados também foi uma das maiores preocupações dos participantes, especialmente em um setor que lida com informações sensíveis dos clientes.

Outro ponto que apareceu em vários debates foi a necessidade de regulamentação. Embora o uso da IA esteja crescendo rapidamente, ainda existem poucas leis específicas que tratam do assunto. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) defendeu a criação de regras claras, que garantam o uso ético e seguro da tecnologia, mas que também não atrapalhem a inovação. A ideia é equilibrar segurança e liberdade para que o setor possa continuar inovando sem colocar os clientes em risco.

Setor bancário aposta em automação, segurança e eficiência com IA generativa

Os painéis do Febraban Tech 2025 também mostraram como a IA generativa está sendo usada para automatizar tarefas internas. Muitos bancos estão implementando sistemas que escrevem e-mails, preenchem relatórios e organizam informações automaticamente, economizando tempo de funcionários e aumentando a produtividade. Um estudo citado no evento mostrou que o uso da IA pode aumentar a eficiência das operações bancárias em até 35%. Isso significa que os bancos podem atender mais clientes com menos recursos e mais rapidez.

A automação também está sendo usada para reforçar a segurança. Ferramentas de IA generativa estão sendo treinadas para identificar padrões de comportamento suspeitos e alertar sobre possíveis fraudes em tempo real. Isso é especialmente importante com o crescimento do número de transações digitais, que exige sistemas mais rápidos e inteligentes para detectar ameaças.

Além disso, os bancos estão explorando o uso da IA generativa para oferecer serviços mais personalizados. Com base no histórico e no perfil de cada cliente, as ferramentas conseguem sugerir investimentos, indicar melhores formas de pagamento e até antecipar necessidades financeiras. Essa personalização tem o objetivo de melhorar a experiência do cliente e fortalecer o relacionamento com as instituições.

O evento também tratou da necessidade de preparar os profissionais do setor para trabalhar com essas novas tecnologias. A falta de mão de obra especializada foi apontada como um desafio importante. Muitos bancos estão investindo em treinamento interno, capacitação em ciência de dados e contratação de especialistas em IA para acelerar os projetos. A cultura organizacional também precisa mudar, com mais abertura para testes, inovações e formas diferentes de trabalhar.

A infraestrutura tecnológica foi outro destaque. Para que a IA generativa funcione bem, é necessário ter acesso a dados organizados, redes rápidas, sistemas seguros e soluções de nuvem eficientes. Empresas como Embratel e Microsoft apresentaram soluções voltadas para isso, com foco em integrar IA generativa com as ferramentas que os bancos já usam. Os executivos reforçaram que, sem essa base tecnológica, os projetos com IA dificilmente trarão resultados concretos.

No final, o Febraban Tech 2025 deixou claro que a inteligência artificial generativa não é mais algo do futuro, mas sim do presente. Ela já está mudando a forma como os bancos operam e se relacionam com os clientes. Ao mesmo tempo, os desafios são muitos, e o sucesso dependerá da capacidade das instituições de combinar inovação com responsabilidade. A Febraban Tech 2025 termina hoje, com programação para todo o dia.

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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