Um movimento de longo prazo
Kolling comparou a atual desconfiança sobre o Bitcoin a momentos históricos de subestimação de recursos estratégicos. “O petróleo já foi visto como um incômodo até descobrirem como usar. Com o Bitcoin, teremos várias décadas de valorização enquanto boa parte do mundo ainda duvida do que vai acontecer.”
Embora arriscada, a estratégia pode se tornar mais comum à medida que empresas buscam alternativas para preservar capital em ambientes econômicos instáveis. “Tudo que vira poupança, fica mais caro e vale mais do que deveria. No caso do da moeda, esse efeito pode ser ainda mais intenso pela escassez programada do ativo”, disse Kolling.
O tema gerou grande interesse do público, reforçando que a integração de criptoativos na tesouraria corporativa já não é apenas um experimento de nicho, mas uma tendência que começa a ganhar corpo no Brasil e no mundo. A combinação entre potencial de valorização, proteção contra inflação e a criação de políticas internas de gestão de risco está transformando a forma como empresas pensam sobre seu caixa e, possivelmente, sobre o futuro das finanças corporativas.


