Consciência e representatividade
Durante o painel, Hariel definiu o funk consciente como o ato de ter consciência de si para “saber que você existe”. O gênero busca ampliar a percepção da sociedade sobre as periferias e suas demandas. Ele ressaltou o desafio dessa mudança: “Mudar a cabeça da sociedade é difícil, mudar o sistema, mais ainda. Mas temos que fazer as pessoas acreditarem na nossa existência”.
MC Marks comentou que o sucesso do funkeiro traz resistência à sociedade e que isso é uma luta frequente para os cantores. “Quando começamos a frequentar outros espaços, incomodamos”, disse. A presença dos artistas em ambientes antes inacessíveis representa uma conquista, mas também revela o incômodo que a ascensão periférica ainda causa em muitos setores.


