As fases da inteligência artificial
Ao conduzir a conversa, a palestrante explicou de forma simples a evolução da Inteligência Artificial. Hoje, estamos na fase em que ela ajuda nas tarefas do dia a dia — desde escrever um texto até organizar uma agenda. O próximo passo, segundo Michelle, será a chamada Inteligência Artificial Geral, quando as máquinas conseguirão realizar diversas atividades tão bem quanto (ou até melhor do que) os humanos.
Depois disso, virá uma etapa ainda mais avançada: quando os sistemas serão capazes de aprender e se aprimorar sozinhos, sem depender das pessoas. Mesmo assim, ela reforçou que a IA deve ser vista como uma aliada, e não como uma ameaça: “Ela é uma ferramenta de ampliação das nossas possibilidades.”
“Eu passo boa parte do meu tempo estudando o futuro do trabalho e, quanto mais eu estudo, mais confusa eu fico. Praticamente todos os estudos têm dados até 2030, e depois disso ninguém sabe dizer qual será o impacto no mercado.”
Diante dessa incerteza, ela lançou uma pergunta essencial: como se preparar para um futuro que ninguém sabe exatamente como será?
Para isso, Michelle destacou quatro pilares fundamentais para o profissional do futuro:
- Letramento tecnológico, ou seja, entender como as novas tecnologias funcionam e como podem ajudar no trabalho;
- Inteligência emocional, para lidar com as mudanças e com as pessoas de forma equilibrada;
- Saúde mental, como base para manter um ritmo sustentável;
- Mente inovadora, aberta a aprender e a se adaptar constantemente.
Ela lembrou ainda que os ciclos de aprendizado estão cada vez mais curtos. “Hoje, os ciclos de habilidades duram cerca de seis meses.” Por isso, o valor de um profissional deixa de ser “eu sou o que eu sei” e passa a ser “eu sou o quanto eu me adapto”.


