O presidente Lula deve decidir em breve se o Brasil adotará o padrão dos EUA para a TV 3.0, conhecida como a “TV do futuro”. Nesta segunda-feira, o Conselho Deliberativo do Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) escolheu esse modelo. No entanto, a implementação deve ocorrer apenas após 2028 devido a dificuldades técnicas.
Desafios na implementação
A TV do futuro precisa de novas faixas de frequência para funcionar, o que envolve mover alguns serviços para outras áreas do espectro de frequência. Esse processo é complicado porque há muitos canais de TV e as faixas disponíveis entre 300 MHz e 600 MHz já estão ocupadas por serviços de radioamador e órgãos de segurança pública.
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Histórico de migração

Quando a TV digital foi introduzida no Brasil em 2007, cada canal recebeu uma nova frequência para transmitir tanto em analógico quanto em digital até que todos os telespectadores tivessem acesso à TV digital. Essa transição levou nove anos no estado de São Paulo. Desta vez, a mudança será ainda mais difícil, pois há três vezes mais canais e um terço do espectro disponível.
Benefícios da “TV do Futuro”
A TV 3.0 promete transformar o setor, integrando canais de TV com a internet e criando novas oportunidades de negócios. Segundo o Ministério das Comunicações, a nova tecnologia permitirá que os canais sejam mais interativos e naveguem por aplicativos, deixando de lado o sistema de números atual.
Os canais poderão oferecer conteúdos adicionais sob demanda, como séries, jogos e programas, além da transmissão ao vivo. A qualidade da imagem aumentará significativamente, podendo ser transmitida em até 4K ou 8K pela internet, com som imersivo que simula o ambiente do programa assistido.
“Telespectadores poderão escolher entre ouvir apenas o microfone do cantor com a banda ou destacar o som da plateia”, explicou o ministério.
Oportunidades e desafios
A adoção da TV 3.0 trará novas receitas para as emissoras, mas também enfrentará desafios na migração de frequências e na adaptação do público. Com a decisão do presidente Lula e a preparação técnica em andamento, o Brasil se aproxima de uma nova era na radiodifusão, com potencial para revolucionar a experiência de assistir TV.


