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Apple planeja comunicações via satélite para smartwatch em 2025, diz a Bloomberg News

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A Apple planeja adicionar conexões via satélite ao seu smartwatch em 2025 e está acelerando o desenvolvimento de um recurso para monitoramento de pressão arterial, informou a Bloomberg News nesta terça-feira (10).

O recurso de satélite deverá ser lançado na próxima versão do Apple Watch Ultra, permitindo que os usuários enviem mensagens mesmo sem conexão com celular ou internet, segundo fontes próximas ao projeto.

Apple Watch Ultra com futura conectividade via satélite anunciada para 2025.
A Apple integrará comunicação via satélite ao Apple Watch Ultra em 2025 e lançará monitoramento de pressão arterial, focando em saúde e conectividade |Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A comunicação via satélite foi introduzida pela Apple nos iPhones em 2022. Em novembro, a empresa investiu US$ 1,5 bilhão na provedora de satélite Globalstar (GSAT.A) para expandir os serviços de comunicação via satélite para o iPhone.

A ferramenta de monitoramento de pressão arterial também pode ser lançado em 2025, conforme o relatório.

A Apple tem se dedicado a adicionar mais funcionalidades focadas em saúde aos seus dispositivos. Em setembro, a empresa apresentou um novo smartwatch capaz de detectar condições de saúde de longo prazo, como apneia do sono, e auxiliar em situações de emergência.

A empresa também se destaca no setor de pagamentos com o Apple Pay

Lançado em 2014, o serviço revolucionou os pagamentos móveis ao permitir transações com um simples toque nos dispositivos, utilizando a tecnologia NFC (Near Field Communication). Em apenas dez anos, tornou-se a carteira digital mais popular, alcançando uma participação de mercado de 92%, mudando a forma como as pessoas pagam por produtos e serviços.

A ascensão do serviço

Desde seu lançamento, a plataforma se expandiu rapidamente, estando presente em lojas, transportes públicos, restaurantes e outros setores. Integrado a dispositivos como iPhones, Apple Watches e até computadores, facilitou a vida de milhões de consumidores que optaram por abandonar os cartões físicos.

No Brasil, o uso também é grande, com o NFC sendo a principal forma de pagamento para muitos usuários. Pesquisas mostram que 60% dos brasileiros que utilizam carteiras digitais afirmam usar o Apple Pay “sempre” ou “quase sempre”, com 87% destacando a praticidade da tecnologia como sua principal vantagem.

Enquanto concorrentes como Google Pay e Samsung Pay enfrentaram dificuldades para ganhar espaço no mercado, a companhia manteve uma trajetória constante, investindo em melhorias contínuas. Além do Apple Pay, foram lançados produtos complementares como o Apple Cash, Apple Card e Apple Pay Later, especialmente nos Estados Unidos, embora esses serviços tenham tido aceitação variável.

Desafios regulatórios e antitruste

Apesar do sucesso, o sistema não está livre de controvérsias. A forma como a empresa controla o ecossistema de pagamentos tem chamado a atenção de reguladores, especialmente nos EUA.

O Departamento de Justiça norte-americano acusou a companhia de limitar a concorrência ao bloquear o acesso de desenvolvedores a funções de pagamento por aproximação, restringindo o uso da tecnologia NFC em seus dispositivos.

A companhia defende que essas medidas garantem maior segurança e privacidade para os usuários. No entanto, críticos afirmam que as limitações servem para proteger as taxas de transação que a empresa cobra dos desenvolvedores que utilizam o sistema.

Em resposta às pressões regulatórias, a companhia anunciou uma mudança importante com o lançamento do iOS 18.1.

Agora, desenvolvedores de terceiros poderão habilitar transações por aproximação diretamente em seus aplicativos, permitindo que os usuários configurem outras opções de pagamento como padrão nos dispositivos, alterando o comportamento ao clicar duas vezes no botão de energia dos iPhones.

O futuro do sistema e o impacto da abertura

Com a recente abertura do sistema, a empresa busca evitar possíveis sanções regulatórias e expandir o uso da tecnologia NFC para uma gama maior de funcionalidades.

Bancos, fintechs e outras empresas de tecnologia financeira poderão integrar suas soluções diretamente ao serviço, o que pode transformar o sistema em um hub mais flexível para transações móveis.

No entanto, essa diversificação também gera preocupações. Alguns especialistas temem que a fragmentação do sistema, com diferentes aplicativos oferecendo funcionalidades distintas, possa complicar a experiência do usuário.

Em vez de ter tudo centralizado no Apple Wallet, os consumidores poderiam ser forçados a gerenciar vários apps, cada um com suas próprias regras e interfaces, o que pode prejudicar a simplicidade que sempre foi uma prioridade.

O dilema do controle versus inovação

A crescente pressão regulatória levanta uma questão importante para o futuro da plataforma: até que ponto o controle rigoroso sobre o sistema de pagamentos era necessário para garantir uma experiência perfeita ao usuário? Ou será que esse controle foi uma estratégia para manter os consumidores dentro do ecossistema da empresa?

Com dez anos de sucesso, o serviço já se firmou como líder no mercado de pagamentos digitais. No entanto, a abertura do sistema e as mudanças regulatórias que estão por vir serão decisivas para a próxima década da plataforma, que agora enfrenta o desafio de continuar inovando sem perder sua base fiel de usuários.

Enquanto isso, o Apple Pay segue evoluindo, transformando a maneira como os consumidores lidam com o dinheiro e moldando o futuro dos pagamentos digitais globalmente.

Leia também: Apple espiona funcionários? Entenda as acusações polêmicas

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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