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Redes da Meta facilitam aplicação de golpes financeiros, aponta estudo

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Uso de inteligência artificial nos golpes

O estudo também chama atenção para o uso crescente de tecnologias avançadas, como o deepfake, nos anúncios fraudulentos. O deepfake é uma técnica de inteligência artificial que altera imagens e vídeos para criar conteúdos falsificados que parecem reais.

O estudo revelou que 70,3% dos anúncios fraudulentos analisados utilizavam essa tecnologia para manipular vídeos e fotos de figuras públicas, como políticos e celebridades, de forma a enganar os usuários.

Entre as vítimas dessa manipulação estavam o deputado Nikolas Ferreira, o ministro da Fazenda Fernando Haddad, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Geraldo Alckmin e até o jornalista William Bonner. Esses conteúdos alterados eram usados para dar mais credibilidade aos golpes, fazendo com que os usuários acreditassem que estavam sendo informados por fontes confiáveis.

Impacto das fraudes no Brasil

As fraudes envolvendo Pix e boletos bancários são as mais comuns no Brasil, e os prejuízos causados por esses golpes são enormes. O estudo estima que esses crimes possam causar perdas de até R$ 25,5 bilhões por ano no país.

A plataforma SOS Golpe, que coleta denúncias de vítimas de fraudes, revelou que 79,3% dos golpes financeiros no Brasil acontecem nas plataformas da Meta. O WhatsApp é o aplicativo mais usado para espalhar esses golpes (39% dos casos), seguido pelo Instagram (22,6%) e Facebook (17,7%).

Falta de controle da publicidade nas redes sociais

O estudo também aponta a falta de controle adequado sobre os anúncios nas redes sociais da Meta. A empresa tem falhado em moderar corretamente os conteúdos publicitários, permitindo que muitos golpistas usem essas plataformas para espalhar fraudes. Isso prejudica a confiança dos usuários nas redes sociais e afeta a credibilidade das instituições governamentais e outras organizações públicas. A pesquisa mostra que a Meta, ao não fazer uma boa fiscalização, expõe milhões de brasileiros a riscos financeiros.

Além disso, o NetLab se preocupa com as mudanças recentes feitas pela Meta, como o fim do programa de checagem de fatos e a redução do uso de filtros que identificam publicações fraudulentas. Essas mudanças podem piorar ainda mais o problema, já que não está claro se as novas políticas vão afetar a moderação de anúncios fraudulentos. A falta de uma estratégia clara e eficaz para combater a publicidade enganosa continua sendo uma grande preocupação.

A resposta da Meta

Em resposta às críticas, a Meta afirmou, em uma nota enviada à Agência Brasil, que a empresa não permite anúncios fraudulentos em suas plataformas e que está sempre melhorando suas tecnologias para identificar atividades suspeitas. A Meta também sugeriu que os usuários denunciem qualquer conteúdo que viole as regras da comunidade, usando as ferramentas de denúncia disponíveis nos aplicativos.

Este estudo reforça a necessidade urgente de um controle mais rigoroso sobre os anúncios nas redes sociais, especialmente nas plataformas da Meta, para evitar que mais brasileiros sejam vítimas de fraudes financeiras.

O caso mostra a necessidade de maior transparência, moderação efetiva de conteúdo e uso responsável de ferramentas de marketing digital para proteger os usuários e combater os crimes digitais. As plataformas digitais precisam ser mais responsáveis na verificação e monitoramento dos anúncios, para garantir que os usuários não sejam enganados ou explorados.

Leia também: Conheça o novo ‘golpe do CPF’ e saiba como se proteger

Sobre o autor Thaline Silva

Natural de Belém do Pará, formada em Geografia pela UFPA, graduanda em Jornalismo pela Estácio e roteirista com pós-graduação em Cinema

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