IBOV 138.420 +0,82% USD/BRL 5,18 -0,34% EUR/BRL 5,62 +0,11% Bitcoin US$ 61.450 -0,38% Ethereum US$ 1.627 -0,67% Selic 9,75% estável IPCA 12m 3,84% -0,12pp Petróleo Brent US$ 82,40 +1,21%
Ao vivo

E-commerce no Dia das Mães cresce 17% e movimenta R$ 10 bilhões

Por

·

O Dia das Mães, celebrado no último domingo, 11 de maio, trouxe mais do que flores e homenagens: representou um verdadeiro empurrão para o comércio eletrônico brasileiro. Em 2025, o e-commerce cresceu 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando um faturamento estimado de R$ 10 bilhões nas semanas que antecederam a data, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).

Esse desempenho positivo reforça o papel cada vez mais estratégico das vendas online, que vêm se consolidando como o principal canal de consumo para datas comemorativas.

Por trás do crescimento, está o uso crescente de tecnologias como inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT), assistentes virtuais e sistemas de automação, que ajudam marcas a se posicionarem melhor, otimizarem processos e estreitarem laços com seus públicos.

A expectativa é de que cada vez mais marcas invistam em soluções inteligentes para encantar o consumidor, entregar produtos com mais agilidade e aumentar suas margens de lucro e-commerce
A expectativa é de que cada vez mais marcas invistam em soluções inteligentes para encantar o consumidor, entregar produtos com mais agilidade e aumentar suas margens de lucro | Foto: Reprodução/Canva

Estratégias digitais no e-commerce impulsionam resultados

Nos bastidores desse crescimento, empresas apostaram alto em inovação. Desde a automação de estoques até o uso de algoritmos para personalizar sugestões de presentes, o setor se modernizou para atender a uma clientela cada vez mais exigente e imediatista. O design das lojas virtuais também passou por atualizações para proporcionar uma navegação fluida e segura, especialmente em dispositivos móveis.

“O movimento digital vem afetando o universo financeiro de maneira exponencial, influenciando não só as formas de oferta e recebimento das encomendas, como também a maneira de gerar capital. A competitividade é saudável para o setor”, destaca Diogo Archanjo, empresário e investidor em tecnologia.

Segundo ele, o Dia das Mães é um excelente termômetro para medir o engajamento do público com o comércio eletrônico e testar soluções inovadoras. Em 2025, o ticket médio ficou em aproximadamente R$ 539,28, refletindo a confiança do consumidor na qualidade do serviço prestado pelas lojas virtuais.

Tecnologia como aliada no varejo

O destaque do ano ficou por conta da inteligência artificial, que passou a ser usada de forma mais intensa para interpretar dados de consumo, prever tendências e personalizar campanhas. Essa análise preditiva permitiu que empresas se antecipassem às demandas e oferecessem produtos e serviços de forma mais assertiva.

A Internet das Coisas também vem ganhando espaço entre pequenas e médias empresas, que utilizam sensores e conectividade para controlar estoques em tempo real e automatizar o envio de produtos. Com isso, foi possível reduzir gargalos logísticos, um dos principais desafios do varejo digital brasileiro.

Leia também: Queda na natalidade em São Paulo pressiona Previdência e economia

Além disso, o uso de assistentes virtuais cresceu significativamente. Eles atuaram desde o atendimento ao cliente até a recomendação de produtos, passando por ajuda na finalização de compras, o que agilizou o processo e reduziu o abandono de carrinhos.

Varejo físico se adapta ao digital

Mesmo o varejo tradicional teve de se reinventar. Muitas lojas físicas investiram em estratégias omnichannel, combinando experiências online e presenciais. Isso inclui a retirada de produtos comprados pela internet diretamente na loja (o chamado “click and collect”) e o uso das redes sociais como vitrines digitais para promoções.

“A integração entre os canais é uma tendência sem volta. O consumidor quer comodidade e flexibilidade, e o comércio precisa estar preparado para isso”, ressalta Archanjo.

Expectativas para o futuro

A ABComm projeta que o comércio eletrônico brasileiro deve fechar 2025 com um crescimento total de 14,5% em relação a 2024, movimentando R$ 224,7 bilhões ao longo do ano. Parte significativa desse número está diretamente relacionada à digitalização acelerada do varejo, principalmente em datas sazonais como o Dia das Mães, Dia dos Namorados, Black Friday e Natal.

A expectativa é de que cada vez mais marcas invistam em soluções inteligentes para encantar o consumidor, entregar produtos com mais agilidade e aumentar suas margens de lucro. Para as empresas que ainda não deram esse passo, o recado é claro: o futuro do varejo já chegou — e ele é digital.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

Newsletter

As principais notícias de finanças no seu e-mail

Análises de mercado, economia e negócios. Sem spam, cancele quando quiser.

Publicidade