O Dia das Mães, celebrado no último domingo, 11 de maio, trouxe mais do que flores e homenagens: representou um verdadeiro empurrão para o comércio eletrônico brasileiro. Em 2025, o e-commerce cresceu 17% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando um faturamento estimado de R$ 10 bilhões nas semanas que antecederam a data, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm).
Esse desempenho positivo reforça o papel cada vez mais estratégico das vendas online, que vêm se consolidando como o principal canal de consumo para datas comemorativas.
Por trás do crescimento, está o uso crescente de tecnologias como inteligência artificial (IA), internet das coisas (IoT), assistentes virtuais e sistemas de automação, que ajudam marcas a se posicionarem melhor, otimizarem processos e estreitarem laços com seus públicos.

Estratégias digitais no e-commerce impulsionam resultados
Nos bastidores desse crescimento, empresas apostaram alto em inovação. Desde a automação de estoques até o uso de algoritmos para personalizar sugestões de presentes, o setor se modernizou para atender a uma clientela cada vez mais exigente e imediatista. O design das lojas virtuais também passou por atualizações para proporcionar uma navegação fluida e segura, especialmente em dispositivos móveis.
“O movimento digital vem afetando o universo financeiro de maneira exponencial, influenciando não só as formas de oferta e recebimento das encomendas, como também a maneira de gerar capital. A competitividade é saudável para o setor”, destaca Diogo Archanjo, empresário e investidor em tecnologia.
Segundo ele, o Dia das Mães é um excelente termômetro para medir o engajamento do público com o comércio eletrônico e testar soluções inovadoras. Em 2025, o ticket médio ficou em aproximadamente R$ 539,28, refletindo a confiança do consumidor na qualidade do serviço prestado pelas lojas virtuais.
Tecnologia como aliada no varejo
O destaque do ano ficou por conta da inteligência artificial, que passou a ser usada de forma mais intensa para interpretar dados de consumo, prever tendências e personalizar campanhas. Essa análise preditiva permitiu que empresas se antecipassem às demandas e oferecessem produtos e serviços de forma mais assertiva.
A Internet das Coisas também vem ganhando espaço entre pequenas e médias empresas, que utilizam sensores e conectividade para controlar estoques em tempo real e automatizar o envio de produtos. Com isso, foi possível reduzir gargalos logísticos, um dos principais desafios do varejo digital brasileiro.
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Além disso, o uso de assistentes virtuais cresceu significativamente. Eles atuaram desde o atendimento ao cliente até a recomendação de produtos, passando por ajuda na finalização de compras, o que agilizou o processo e reduziu o abandono de carrinhos.
Varejo físico se adapta ao digital
Mesmo o varejo tradicional teve de se reinventar. Muitas lojas físicas investiram em estratégias omnichannel, combinando experiências online e presenciais. Isso inclui a retirada de produtos comprados pela internet diretamente na loja (o chamado “click and collect”) e o uso das redes sociais como vitrines digitais para promoções.
“A integração entre os canais é uma tendência sem volta. O consumidor quer comodidade e flexibilidade, e o comércio precisa estar preparado para isso”, ressalta Archanjo.
Expectativas para o futuro
A ABComm projeta que o comércio eletrônico brasileiro deve fechar 2025 com um crescimento total de 14,5% em relação a 2024, movimentando R$ 224,7 bilhões ao longo do ano. Parte significativa desse número está diretamente relacionada à digitalização acelerada do varejo, principalmente em datas sazonais como o Dia das Mães, Dia dos Namorados, Black Friday e Natal.
A expectativa é de que cada vez mais marcas invistam em soluções inteligentes para encantar o consumidor, entregar produtos com mais agilidade e aumentar suas margens de lucro. Para as empresas que ainda não deram esse passo, o recado é claro: o futuro do varejo já chegou — e ele é digital.


