As ligações de spam se tornaram uma das maiores dores de cabeça para quem usa celular no Brasil. Em 2024, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) bloqueou mais de 82 bilhões de chamadas indesejadas. O número revela o tamanho do problema e como ele afeta a rotina dos brasileiros.

Essas chamadas são feitas, em sua maioria, por sistemas automatizados. Eles utilizam robôs e inteligência artificial para ligar em massa, muitas vezes com números falsos ou mascarados. E o pior: essas tecnologias evoluem o tempo todo, se adaptando às tentativas de bloqueio já existentes.
Mesmo com os esforços das autoridades, os consumidores continuam recebendo ligações indesejadas diariamente. No entanto, existem formas de amenizar — e até interromper — esse incômodo.
Aplicativos ajudam a identificar e bloquear ligações de spam
Uma das medidas mais eficazes para se proteger das ligações de spam é o uso de aplicativos especializados. Entre os mais conhecidos estão o Truecaller e o WhosCall, disponíveis para Android e iPhone.
Esses apps funcionam como identificadores de chamadas, mostrando ao usuário quem está ligando antes mesmo de atender. Se for um número suspeito ou conhecido por realizar spam, a ligação é bloqueada automaticamente ou sinalizada como potencialmente perigosa.
Além disso, os próprios celulares contam com filtros nativos. No iPhone, por exemplo, é possível ativar a função “Silenciar Desconhecidos”. Já em celulares Android, há opções para bloquear números automaticamente ou enviar chamadas de desconhecidos diretamente para o correio de voz.
Essas funções, quando ativadas corretamente, ajudam a reduzir de forma significativa o volume de chamadas inconvenientes.
Cadastro no “Não Me Perturbe”
Outro recurso importante é o serviço “Não Me Perturbe”, criado pela Anatel em parceria com as operadoras de telefonia. O objetivo da plataforma é simples: permitir que o consumidor informe que não quer mais receber ligações de telemarketing.
Ao se cadastrar no site oficial do programa, o número entra em uma lista nacional que bloqueia chamadas de empresas participantes. A inscrição é gratuita e pode ser feita com poucos cliques.
Vale lembrar, porém, que esse bloqueio vale apenas para ofertas de serviços como telefonia, internet e TV por assinatura. Golpistas ou empresas que não participam do programa ainda podem tentar contato.
Mesmo assim, a adesão ao “Não Me Perturbe” já representa um grande alívio para muitos usuários que sofrem com chamadas insistentes de operadoras e empresas autorizadas.
Operadoras investem em novas tecnologias
As operadoras de telefonia também estão investindo em soluções para conter as ligações de spam. Um exemplo é a Vivo, que lançou o serviço “Vivo Anti Spam”. A tecnologia consegue identificar chamadas suspeitas e bloqueá-las antes mesmo que toquem no celular do cliente.
Esse tipo de tecnologia analisa o comportamento das chamadas, detectando padrões típicos de spam, como ligações em sequência para diversos números ou chamadas muito curtas.
A Claro e a TIM também oferecem recursos similares, como alertas em tempo real e bloqueios automáticos. Essas medidas são importantes porque mostram que as empresas estão tentando proteger seus clientes e acompanhar a evolução dos golpistas.
Mesmo com todos os esforços, a Anatel reforça que o combate às ligações indesejadas depende de atualização constante. Os sistemas de spam estão cada vez mais sofisticados, e isso exige soluções modernas, tecnológicas e colaborativas.
Proteção é possível, mas exige atenção
Apesar do avanço nas ferramentas de bloqueio, o problema das ligações de spam ainda está longe de acabar. A combinação de aplicativos, serviços públicos e ações das operadoras pode fazer uma grande diferença na rotina de quem está cansado dessas chamadas.
O mais importante é que o usuário esteja atento às opções disponíveis e ative todos os mecanismos possíveis para se proteger. Com medidas simples, como instalar um app confiável ou ativar filtros no celular, é possível ter mais tranquilidade e menos interrupções no dia a dia.


