[anhembi_header_banner]

Chile e Brasil lideram inovação na América Latina em 2025

Chile e o Brasil são, em 2025, os países mais bem posicionados da América Latina no Índice Global de Inovação (GII), ranking organizado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

Chile e Brasil lideram hanking de inovação
O Chile aparece em 51º lugar e o Brasil em 52º, à frente de outras economias latino-americanas como México, Uruguai e Colômbia | Foto: Reprodução/ Canva

No cenário mundial, o topo da lista continua dominado por países desenvolvidos: a Suíça ocupa o primeiro lugar, seguida pela Suécia e pelos Estados Unidos. Logo atrás vêm a República da Coreia e Cingapura, confirmando a forte presença de nações que investem pesadamente em ciência, tecnologia e educação.

Apesar do destaque regional, o relatório aponta que países emergentes, como os da América Latina, ainda enfrentam dificuldades para transformar seus avanços em resultados consistentes e sustentáveis.

O que é o Índice Global de Inovação

O Índice Global de Inovação (GII) é uma publicação anual da OMPI que avalia a capacidade de diferentes países em criar, desenvolver e aplicar inovações. Para isso, são considerados mais de 80 indicadores, que vão desde a qualidade das universidades até o acesso a financiamento, passando por infraestrutura digital, ambiente regulatório e capacidade de transformar conhecimento em produtos e serviços úteis para a sociedade.

Em termos simples, o índice funciona como uma fotografia do ecossistema de inovação de cada nação. Ele mostra não apenas os recursos disponíveis — como talentos, investimento em pesquisa e apoio governamental —, mas também se esses recursos estão sendo usados de forma eficiente para gerar novos negócios, tecnologias e melhorias sociais.

Chile e Brasil em destaque

O Chile tem se consolidado como líder regional em inovação por conta de alguns fatores-chave: avanços em infraestrutura digital, estabilidade institucional e maior integração entre universidades e empresas. O país também registra altos índices de matrículas no ensino superior, o que ajuda a formar mão de obra qualificada para atender às demandas da economia moderna.

Já o Brasil, que aparece logo atrás do Chile, apresenta um ecossistema de startups em crescimento, maior participação em setores ligados à tecnologia e aumento de investimentos em ciência e pesquisa. Ainda assim, o país enfrenta desafios relacionados à burocracia, desigualdade regional e dificuldade em transformar boas ideias em produtos competitivos no mercado global.

No contexto latino-americano, Chile e Brasil estão à frente de outras economias, como México, Uruguai e Colômbia, que também aparecem entre as melhores da região, mas ainda com pontuações menores.

Desafios para transformar inovação em resultados

Um dos pontos destacados no relatório é a influência do financiamento em inovação. Globalmente, o investimento em capital de risco mostra sinais mistos: por um lado, o valor total investido cresceu, especialmente por conta dos chamados megadeals (grandes rodadas de investimento, comuns nos Estados Unidos), além da onda recente de investimentos em inteligência artificial generativa. Por outro lado, o número de negócios fechados caiu pelo terceiro ano seguido, o que indica concentração dos recursos em poucos setores e regiões.

Para países emergentes, como os da América Latina, essa dinâmica representa uma barreira. Mesmo com avanços em áreas como educação e infraestrutura digital, ainda existe dificuldade em converter insumos em resultados duradouros. Ou seja, embora haja talentos, pesquisas e recursos, o desafio está em transformar tudo isso em produtos inovadores que cheguem ao mercado e tragam retorno econômico e social.

Inovação como motor de desenvolvimento

O relatório da OMPI reforça a ideia de que investir em inovação não é apenas um luxo de países ricos, mas uma necessidade para qualquer nação que queira se desenvolver de forma sustentável. A inovação está diretamente ligada à competitividade da economia, à criação de empregos qualificados e à solução de problemas sociais complexos, como saúde, educação e meio ambiente.

No caso da América Latina, o destaque de Chile e Brasil mostra que a região tem potencial para se inserir mais fortemente na economia global da inovação. No entanto, será necessário avançar em políticas de incentivo, ampliar parcerias entre universidades e empresas e melhorar o ambiente regulatório e de financiamento.

Em 2025, a liderança de Chile e Brasil no ranking regional é um sinal positivo. Mas, para que esses resultados se consolidem e tragam benefícios concretos para a população, será preciso transformar boas ideias em soluções que façam diferença no dia a dia das pessoas.

Sugestões para você

Atualize-se.
Receba Nossa Newsletter Semanal