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52% dos brasileiros confia na IA no dia a dia, mostra pesquisa global

Uma pesquisa global feita pela YouGov e encomendada pela Zendesk aponta que 52% dos consumidores em nove países confiam em assistentes de inteligência artificial para tarefas diárias. No Brasil, os números são ainda mais expressivos: segundo reportagem, 75% dos brasileiros afirmam confiar na IA para organizar listas de afazeres e calendários, enquanto 64% dizem confiar a ela tarefas como agendar reuniões e gerenciar e-mails.

O estudo também revela que apenas 39% dos respondentes em âmbito global confiariam à IA decisões financeiras pessoais. Já no Brasil, a reportagem afirma que cerca de sete em cada dez brasileiros dizem ter confiança em usar a tecnologia para gerenciar finanças cotidianas.

Esses dados mostram que a tecnologia vem sendo incorporada em atividades pessoais e administrativas com destaque no Brasil, embora com limites claros em áreas mais sensíveis.

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Assistentes de IA já ajudam brasileiros em tarefas como organizar agendas e controlar finanças do dia a dia, mas a confiança ainda encontra limites em temas mais sensíveis | Foto: Reprodução/Canva
Assistentes de IA já ajudam brasileiros em tarefas como organizar agendas e controlar finanças do dia a dia, mas a confiança ainda encontra limites em temas mais sensíveis | Foto: Reprodução/Canva

Quais tarefas recebem mais confiança?

Organização e agendas

A maior parcela de confiança recai sobre atividades como listas de afazeres, calendários e lembretes. No Brasil, 75% dos entrevistados confiam à IA essa função.

Reuniões e e-mails

A seguir, vêm tarefas como marcar reuniões e administrar correspondência eletrônica: 64 % dos brasileiros afirmam confiar nessas funções para a IA.

Finanças pessoais

Em âmbito mundial, somente 39% dos participantes afirmam confiar em assistentes de IA para decisões financeiras pessoais. No Brasil, no entanto, reportagem do ProXXIma afirma que 70% dos entrevistados confiam a IA o gerenciamento de finanças cotidianas.

Essa diferença pode indicar que o público brasileiro está mais disposto a delegar funções rotineiras ao uso da tecnologia, mesmo em áreas consideradas sensíveis.

Limites da confiança e fatores de risco

Embora haja adesão, o estudo indica obstáculos persistentes para usos mais amplos da IA. Segundo a reportagem, entre os fatores que mais geram hesitação estão:

  • Segurança e privacidade de dados — citada por 57% dos respondentes
  • Transparência no processo de decisão da IA — 48%
  • Necessidade de supervisão humana — 46%

Em situações de erro, especialmente quando envolvem finanças, saúde ou dados pessoais, muitos usuários globalmente optariam por recorrer a um atendimento humano.

Além disso, embora 64% dos brasileiros declarem confiança em assistentes de IA para tornar o suporte mais rápido, 67% também afirmam que as empresas ainda não sabem bem como incorporar a IA no atendimento ao cliente.

Em momentos de estresse ou emergência, a preferência por um assistente humano prevalece para a maioria, segundo a pesquisa.

Comparativo internacional e peculiaridades brasileiras

Os dados do estudo global da Zendesk/YouGov mostram que consumidores de mercados emergentes tendem a ser mais receptivos à IA, comparado aos dos países mais avançados. Em mercados como Reino Unido e Alemanha, por exemplo, a confiança em IA para tarefas cotidianas é bem menor.

A reportagem enfatiza que o consumidor brasileiro é “muito aberto à mudança” desde que haja segurança e transparência nos processos.

Além disso, o relatório anual CX Trends 2025 da Zendesk destaca que 79% dos agentes de atendimento acreditam que usar IA como copiloto melhora suas habilidades para prestar suporte.

No âmbito regional, 66% dos consumidores latino-americanos esperam serviços mais personalizados por IA, e no Brasil esse índice sobe para 68%.

Impactos práticos para o público C e D

Para quem pertence às classes C e D, a adoção de IA em tarefas rotineiras pode representar economia de tempo e esforço com organização pessoal, agendas ou comunicação digital. No entanto, o uso da IA para decisões financeiras (como investimentos, simulações de crédito ou decisões de consumo complexas) ainda enfrenta uma barreira de confiança, conforme os dados indicam.

Se uma pessoa da classe C, com renda mensal de, por exemplo, R$ 2.000, delegar ao assistente de IA o controle de suas contas fixas (como luz, água e aluguel), há risco se os algoritmos errarem — razão pela qual o componente humano permanece estratégico.

Para empresas que atendem esse público, entender os níveis de confiança em IA e garantir transparência pode ser diferencial competitivo.

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