O impacto no mercado de trabalho
A chegada dos robôs humanoides desperta entusiasmo, mas também preocupação. Um relatório da Goldman Sachs estima que o mercado de robótica, somando todos os tipos de robôs, pode movimentar US$ 150 bilhões (R$ 800 bilhões) até 2035. No entanto, parte desses avanços pode substituir funções operacionais em fábricas, depósitos e comércios.
O economista Rafael Schiozer, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que, embora os robôs possam eliminar alguns postos, também devem criar novas oportunidades ligadas à programação, manutenção e supervisão de sistemas autônomos. “É um movimento parecido com o que vimos com a automação industrial. No início há perda de vagas operacionais, mas o saldo tende a ser positivo quando há requalificação profissional”, afirma o especialista em entrevista a Forbes.
No Brasil, grandes empresas já testam o uso de robôs colaborativos, chamados de cobots, em linhas de montagem. A tendência é que a evolução para humanoides aconteça de forma gradual, conforme o custo diminui e o acesso à tecnologia se amplia.


