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A volta ao passado: por que a nostalgia cresceu entre consumidores em tempos de insegurança?

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Comparações com o passado reforçam nostalgia

Outro fator associado à busca por elementos nostálgicos são as comparações com décadas anteriores. De acordo com o relatório, somente 18% dos entrevistados acreditam que a população é mais feliz hoje do que há 50 anos. A percepção de segurança também apresentou queda, já que 64% das pessoas afirmam que se sentiam mais seguras há cinco décadas. A Ipsos destacou que, mesmo com avaliações negativas sobre felicidade e segurança, parte dos entrevistados considera que houve avanços em áreas como padrão de vida, citado por 39%, educação, mencionado por 41%, e saúde, indicado por 47%.

Envelhecimento da população e impactos no mercado

Durante a apresentação dos dados, Jean-Christophe Salles, CEO da Ipsos na América Latina, afirmou que mudanças demográficas devem ter impacto direto no mercado brasileiro nos próximos dez anos. O estudo indica que o país terá 30% mais pessoas com 60 anos e redução no número de jovens de até 15 anos. Esse cenário deve influenciar setores como saúde, previdência e consumo. Segundo Salles, a tendência aponta para adaptações estruturais que serão necessárias para atender uma população mais envelhecida.

*Entrevistas concedidas ao Meio&Mensagem.

Sobre o autor Rafaella Ranulfo

Jornalista especializada em assessoria e gestão da comunicação. Pós-graduanda em psicologia positiva, felicidade e bem-estar. Além de suas contribuções online, é autora de dois livros e criadora de conteúdo

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