Empresas também armazenam dados pessoais
A pesquisa mostra que a preocupação não está apenas nas informações fornecidas diretamente às ferramentas de IA. As empresas brasileiras também armazenam dados de seus clientes e usuários. Entre as companhias que responderam ao levantamento, 69% disseram guardar dados pessoais de clientes ou usuários.
A biometria foi o tipo de informação mais armazenado, citada por 31% das empresas, seguida pelos dados de saúde, com 26%. Entre as empresas que mantêm informações de clientes e usuários, 9% também disseram armazenar dados pessoais de menores de 18 anos.
O levantamento analisou ainda as medidas adotadas para atender às regras de proteção de dados. 40% das empresas realizaram reuniões específicas sobre o tema, 32% contrataram consultorias ou assessorias especializadas e 20% mantêm uma área ou funcionários dedicados à proteção de dados.
Apenas 16% nomearam formalmente um responsável pela proteção dessas informações.
O desafio aumenta com novas tecnologias
A pesquisa coloca a inteligência artificial dentro de um cenário em que empresas e usuários passaram a lidar com diferentes tipos de informações pessoais em atividades como relações com clientes, processos de contratação, comércio eletrônico, marketing digital e uso de sistemas de IA.
Nesse ambiente, cresce a necessidade de adotar regras e cuidados para definir como esses dados podem ser utilizados.
Os números da pesquisa mostram que a discussão já envolve informações bastante variadas. Trabalho, estudos, preferências, emoções, saúde, fotos, finanças e dados pessoais estão entre os conteúdos que os brasileiros relatam compartilhar com ferramentas de inteligência artificial, enquanto a maioria dos usuários também demonstra preocupação com o uso dessas informações.


