Brasileiros estão colocando informações pessoais em ferramentas de inteligência artificial
A pesquisa também analisou, pela primeira vez, como os brasileiros usam ferramentas de inteligência artificial generativa, sistemas capazes de produzir textos, imagens e outros conteúdos a partir de comandos dados pelo usuário.
Embora trabalho e estudo sejam os usos mais comuns, os dados mostram que essas ferramentas também estão sendo usadas para falar sobre assuntos bastante pessoais.
Entre os usuários pesquisados, 73% disseram compartilhar informações relacionadas a trabalho ou estudo. Depois aparecem preferências e gostos pessoais, como filmes e músicas, com 58%, sentimentos e emoções, com 54%, e informações de saúde, como sintomas e exames, com 52%.
Fotos da própria pessoa ou de conhecidos foram citadas por 50% dos usuários. Já informações sobre dinheiro, como orçamento e investimentos, apareceram em 41% dos casos. Dados pessoais, como nome, endereço, data de nascimento ou CPF, foram mencionados por 37%.
A preocupação com o uso dessas informações também é alta. 66% dos usuários de inteligência artificial disseram estar preocupados ou muito preocupados com a forma como as empresas responsáveis por essas ferramentas usam seus dados pessoais. Essa preocupação chega a 72% entre as pessoas com nível mais alto de escolaridade.
Os resultados mostram que a relação com a inteligência artificial não envolve apenas tecnologia. As ferramentas também estão recebendo informações sobre a vida pessoal dos usuários, inclusive sentimentos, saúde e rotina.


