Órgãos públicos aumentam estrutura para proteger informações
A pesquisa também aponta avanços no setor público. A parcela de órgãos públicos que passou a ter uma área ou pessoa responsável pela privacidade e pela proteção de dados subiu de 36% em 2023 para 42% em 2025.
O avanço foi puxado principalmente pelas prefeituras de até 10 mil habitantes, que passaram de 31% para 37%. Entre os órgãos federais e estaduais, essas estruturas aparecem com mais frequência no Ministério Público, no Judiciário e no Legislativo do que no Executivo.
Também houve aumento na adoção de medidas de segurança em estabelecimentos públicos de saúde. A parcela que possui políticas de segurança da informação passou de 24% para 28% e chega a 54% entre os hospitais públicos com mais de 50 leitos.
Outro avanço apareceu na preparação das equipes. A proporção de estabelecimentos públicos de saúde que realizaram treinamentos sobre segurança da informação dobrou, passando de 16% em 2023 para 32% em 2025.
Nas escolas públicas, a presença de documentos com regras sobre proteção de dados também aumentou. O percentual passou de 37% em 2020 para 54% em 2025.
Mesmo assim, a preocupação com a segurança das informações ainda aparece como um obstáculo para a adoção de ferramentas digitais. Entre os gestores de escolas públicas que não usam determinados sistemas e plataformas, 39% citaram a privacidade e a proteção dos dados como um dos principais desafios.
Entre os problemas apontados estão o risco de vazamento ou roubo de informações dos alunos e a falta de clareza sobre como os dados serão usados.
A pesquisa mostra, assim, que a proteção de dados está presente em diferentes partes da vida digital dos brasileiros: desde uma mensagem recebida no celular até informações colocadas em ferramentas de inteligência artificial, cadastros feitos em empresas e serviços públicos acessados pela internet.


