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CNU oferece mais de 3 mil vagas em 37 cidades

O governo federal lançou nesta semana o edital da segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), que está oferecendo 3.652 vagas para diferentes cargos públicos em órgãos federais. O CNU, também conhecido como o “Enem dos concursos”, é uma forma unificada de seleção, que reúne diversas vagas em um único processo.

As inscrições já estão abertas e vão até o dia 20 de julho de 2025, sendo realizadas pelo site da Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do certame.

As vagas estão distribuídas em pelo menos 37 cidades de diferentes regiões do país, mas a maior concentração ainda é no Distrito Federal. Brasília lidera o número de oportunidades, com 952 vagas — mais de um quarto do total. Em seguida, vem o Rio de Janeiro, com 534 vagas.

CNU tem mais de 3 mil vagas
Concurso unificado tem vagas para diferentes setores | Foto: Reprodução/ Canva

Outras cidades com número significativo de vagas são Belém (junto com Ananindeua, no Pará), São Paulo e São José dos Campos. Há ainda vagas em cidades como Salvador, Recife, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre e Natal. Em algumas localidades, o número de vagas pode aumentar, já que parte dos cargos prevê cadastro reserva.


Como funciona o CNU?

O concurso está dividido em nove blocos temáticos, de acordo com áreas de atuação como saúde, meio ambiente, tecnologia, educação, gestão pública, entre outras. Os candidatos devem escolher um bloco, e dentro dele podem indicar a ordem de preferência para os cargos oferecidos. A escolha da cidade onde o candidato fará a prova também precisa ser feita no momento da inscrição — e não poderá ser alterada depois.

Das mais de 3.600 vagas disponíveis, a maioria exige formação de nível superior, mas também há oportunidades para quem tem ensino médio ou curso técnico. Os salários iniciais variam bastante, podendo chegar a até R$ 18 mil, dependendo do cargo. Em alguns casos, os valores ainda podem ser reajustados com benefícios ou gratificações.
As provas objetivas estão previstas para o dia 5 de outubro, e serão aplicadas em mais de 220 cidades em todo o país.

Quem for aprovado nessa primeira fase ainda fará uma prova discursiva, que deve ocorrer em dezembro. Também haverá etapa de análise de títulos para alguns cargos, especialmente aqueles que exigem formação acadêmica mais específica.


Ações afirmativas e presença obrigatória

O edital também prevê ações afirmativas. Estão reservadas cotas para pretos e pardos (20%), pessoas com deficiência (5%), indígenas (3%) e quilombolas (2%). Além disso, a organização do concurso prevê medidas para garantir a equidade de gênero. Isso significa que, se o número de mulheres classificadas para a segunda fase for inferior a 50%, candidatas adicionais poderão ser chamadas até que essa proporção seja alcançada.

Outro ponto importante é que, nesta edição, não será permitido o teletrabalho no período inicial. Os aprovados precisarão atuar presencialmente durante o estágio probatório, que dura três anos. A medida busca garantir maior acompanhamento e adaptação dos novos servidores à rotina dos órgãos públicos.

O Concurso Nacional Unificado é uma tentativa do governo de tornar mais justa e eficiente a entrada no serviço público. Com ele, candidatos de diferentes regiões têm mais chances de disputar vagas sem precisar viajar para vários estados ou participar de múltiplos processos seletivos. Além disso, o modelo unificado promete dar mais transparência e agilidade à seleção dos novos servidores.

A expectativa é que os resultados finais sejam divulgados até o fim de janeiro de 2026, e que os aprovados comecem a ser convocados logo em seguida. Para quem sonha com uma vaga no serviço público federal, essa é uma excelente oportunidade. Basta ficar atento aos prazos, ler o edital com atenção e se preparar com dedicação.

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