O IPCA-15 de junho trouxe um dado que exige leitura fina: a taxa desacelerou no mês, mas o acumulado em 12 meses avançou para 4,8%. Na prática, os preços continuam subindo — só que em ritmo mais lento — e é justamente essa combinação que vem redesenhando o comportamento de compra dentro dos supermercados brasileiros.

Segundo Leandro, o consumidor que chega ao caixa hoje não é mais o mesmo de alguns anos atrás: pesquisa mais, compara preços, testa marcas próprias e monta o carrinho pensando em cada real gasto. Mais do que uma reação passageira à crise, o economista defende que essa mudança de hábito veio para ficar e obriga tanto a indústria quanto o varejo a repensar suas estratégias de preço e comunicação.


