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Brasil cria 148,9 mil empregos com carteira em maio

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Salário de admissão recua e juros seguem altos

O salário médio de admissão caiu em maio. O valor pago aos novos contratados foi de R$ 2.248,71, cerca de R$ 10,98 a menos do que em abril. Já o salário médio dos desligados também teve redução, ficando em R$ 2.330,43. Esse recuo pode refletir tanto o tipo de vagas ofertadas quanto o perfil dos trabalhadores contratados, que, na maioria, estão em início de carreira ou atuam em áreas de menor qualificação.

Mesmo com o avanço no número de vagas, a taxa básica de juros, a Selic, continua elevada — atualmente em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. Essa taxa impacta diretamente o custo do crédito e o ritmo de investimento das empresas. O governo tem feito críticas ao Banco Central, alegando que os juros altos dificultam a recuperação da economia e a expansão do mercado de trabalho.

No recorte regional, o Rio Grande do Sul foi a única unidade da federação a registrar saldo negativo no mês, com 115 vagas a menos, reflexo direto das enchentes que atingiram o estado e comprometeram temporariamente a atividade econômica local. Já os estados com maior criação de postos formais foram São Paulo (33.313 vagas), Minas Gerais (20.287) e Rio de Janeiro (13.642).

Sobre o autor Saara Paiva

Jornalista, exploradora de eventos culturais e entusiasta da prática de esportes. Escreve sobre finanças sem palavras difíceis e com temas relevantes para quem vive a realidade brasileira.

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