Entre as propostas discutidas pelo governo para reduzir o custo dos alimentos, que serão apresentadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 24 de janeiro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, rejeitou a ideia de oferecer subsídios a produtores. Em vez disso, ele apontou que a combinação da queda no dólar e de uma safra recorde deverá resultar em preços mais baixos para os produtos.
Haddad destacou que as commodities estão diretamente relacionadas à variação do dólar, que nesta semana caiu para menos de R$ 6, e também dependem da safra, que, de acordo com as projeções do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deverá ser recorde em 2025.

Em uma entrevista coletiva, o ministro afirmou que não há necessidade de espaço fiscal para essa medida, pois, na sua visão, a solução para o problema dos preços altos dos alimentos não envolve subsídios, mas sim o aprimoramento da concorrência, do ambiente de negócios e das contas externas do país. Ele também mencionou que o governo continuará buscando esses objetivos para resolver a questão.
Quando questionado sobre as medidas que o Ministério da Fazenda sugeriria para reduzir o preço dos alimentos, Haddad explicou que a expectativa de uma grande safra em 2025 e a queda do dólar são fatores importantes. No entanto, ele alertou que o que chamou de “boataria” sobre a possibilidade de subsídios poderia interromper a trajetória de queda do dólar.
Ele também esclareceu que o aumento nos preços dos alimentos, como leite, café, carne e frutas, ocorre devido à natureza das commodities, que são exportáveis. Assim, quando o dólar sobe, os preços internos aumentam. Quando o dólar se estabiliza, a tendência é que os preços também se ajustem para baixo. Além disso, ele reforçou que a safra, especialmente a de 2025, terá um papel crucial na oferta de alimentos.
Haddad também mencionou que o Plano Safra, que está sendo elaborado, incluirá iniciativas voltadas para a sustentabilidade da produção de alimentos e para a diversificação geográfica da produção, evitando a concentração de um produto em um único estado.
Ele destacou que essa diversificação ajudará a proteger a produção contra eventos climáticos adversos, como enchentes ou secas, e que a política de diversificação das culturas continuará no plano atual.


